Publicidade
Publicidade
Turquia contraria ONU e anuncia sanções à Síria
Publicidade
DA REUTERS, EM BEIRUTE
A Turquia disse nesta quarta-feira que irá impor sanções à Síria devido à repressão a manifestações pró-democracia no país, apesar de a ONU ter tomado uma decisão em sentido contrário.
Rússia e China deram na terça-feira uma vitória diplomática ao governo de Bashar Assad, ao vetar no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas uma iniciativa ocidental que abriria caminho para futuras sanções da ONU a Damasco.
Mas o governo turco disse que adotará retaliações unilaterais ao país vizinho. "Naturalmente o veto não pode impedir sanções", disse o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan. "Vamos, por necessidade, implementar um pacote de sanções."
Erdogan, que está em viagem à África do Sul, disse que irá anunciar o pacote de sanções dentro de alguns dias, após visitar um campo de refugiados sírios na Turquia.
O veto de Rússia e China ao Conselho irritou potências ocidentais, que já haviam imposto suas próprias sanções à Síria, e reforça o poder de Assad, pelo menos em curto prazo.
A resolução, de autoria da França, mas com participação também de Reino Unido, Alemanha e Portugal, recebeu nove votos favoráveis e quatro abstenções (de Brasil, Índia, Líbano e África do Sul). Os votos da Rússia e da China foram os únicos contra.
"Este é um dia triste para o povo sírio. É um dia triste para o Conselho de Segurança", disse o chanceler francês, Alain Juppé, acrescentando que Paris continuará apoiando a "causa justa" dos sírios no que disse ser uma luta pela liberdade.
O embaixador chinês junto à ONU, Li Baodong, disse que Pequim se opôs à "interferência nos assuntos internos" da Síria. Já a Rússia vinha manifestando a preocupação de que a resolução acabasse levando a uma intervenção militar, a exemplo do que ocorreu neste ano na Líbia. Rússia e China buscam também limitar a influência ocidental no Oriente Médio.
Assad tem usado tanques e soldados para esmagar uma onda de protestos iniciada em março, como parte da chamada Primavera Árabe, movimento de rebeliões que já derrubou três governos do Norte da África neste ano.
A ONU diz que 2.700 civis já foram mortos. A Síria alega que grupos armados patrocinados por estrangeiros estão causando distúrbios e já mataram pelo menos 700 soldados e policiais.
A economia síria está se ressentindo dos efeitos dos protestos e das sanções dos EUA e da Europa contra o setor petrolífero do país.
+ Canais
- Conheça a página da Folha Mundo no Facebook
- Acompanhe o blog Pelo Mundo
- Acompanhe a Folha Mundo no Twitter
- Acompanhe a Folha no Twitter
+ Notícias em Mundo
- Especialista em geopolítica tenta prever os próximos dez anos
- Vencedor do Pulitzer narra a história do petróleo; leia trecho
- Ex-delegado do Dops dá nome aos bois
- 'Bota o retrato do velho outra vez'; chega nova biografia de Getúlio
- Covardia é o pior dos vícios, diz Pondé
- Livro destrói mito do bom selvagem e relata guerras pré-históricas
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Unesco pede medidas para salvar Machu Picchu
- Trabalhadores presos morrem após explosão de túnel no Japão
- Morre Klaas Faber, um dos criminosos nazistas mais procurados
- ONU confirma morte de 32 crianças em massacre na Síria
- Irlanda do Norte está disposta a ajudar Colômbia em eventual processo de paz
+ Comentadas
+ EnviadasÍndice
Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.








Tablet
Notebook
Tênis
Auto DVD Player
TV