Manchas de óleo voltam a aparecer no litoral do Ceará

Marinha e Ibama já se mobilizam nas praias de Caetano de Cima e Apiques

Rio de Janeiro

Resíduos de óleo foram encontrados novamente no litoral do Ceará nesta segunda-feira (30), após aproximadamente dois meses longe na região. As manchas apareceram nas praias de Caetanos de Cima, no município de Amontada, e na praia de Apiques, em Itapipoca.

De acordo com o Ibama, amostras do material foram enviadas para análise no IEAPM (Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira), a fim de verificar o tipo do óleo.

A Marinha do Brasil informou que militares, membros da Defesa Civil e voluntários estão sendo mobilizados para ajudar no recolhimento dos vestígios de óleo. 

Voluntários e Marinha limpam praia atingida por óleo no Ceará
Voluntários e Marinha limpam praia atingida por óleo no Ceará - Marinha

Segundo o Ibama, até a última sexta (27) haviam 985 pontos atingidos pelos resíduos, em contaminação que atingiu todos os estados do Nordeste, mais praias do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Membros do Turismo Comunitário de Caetanos de Cima disseram à Folha que foi a segunda vez que o petróleo chegou na cidade e em praias vizinhas. Dessa vez, as manchas chegaram em maior quantidade, segundo as pessoas ouvidas pela reportagem.

População local ajuda Marinha a limpar manchas de óleo em Caetanos de Cima
População local ajuda Marinha a limpar manchas de óleo em Caetanos de Cima - Turismo Comunitário de Caetanos de Cima/Divulgação

A comunidade de Caetanos de Cima, litoral oeste do Ceará, é formada por pescadores e agricultores.
As primeiras manchas de óleo foram vistas há quatro meses no litoral do Nordeste, no estado da Paraíba, em 30 de agosto. As cidades afetadas na ocasião foram Conde e Pitimbu, que ficam a cerca de 40 km uma da outra. 

As análises do óleo, realizadas pela Petrobras, Marinha e universidades do Nordeste, indicaram que o material tem assinatura venezuelana, uma mistura de três campos de exploração no país. 
Em resposta, o governo de Nicolás Maduro negou que seja responsável pelo desastre ambiental.

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