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Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Guilherme Seto e Juliana Braga

Dono do grupo RBS recebe alta após tratar coronavírus com cloroquina e azitromicina

Nelson Sirotsky tomou remédios por uma semana; cloroquina é foco de controvérsia entre especialistas

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Nelson Sirotsky, dono do Grupo RBS (controlador da afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul), fez tratamento do novo coronavírus com um combinado de cloroquina e azitromicina e teve alta do hospital nesta quarta-feira (25). Ele tem 67 anos e, por isso, faz parte do grupo de risco.

O uso dessas drogas no combate à doença, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, é foco de controvérsia entre especialistas.

Sirotsky recebeu o diagnóstico positivo e foi para a emergência do hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no começo da semana passada.

Com sintomas de febre, dor de cabeça, dor no corpo, tosse e indisposição generalizada, segundo conta ao Painel, Sirotsky não tinha falta de ar. Seu médico, Luiz Antônio Nasi, definiu o uso de cloroquina e azitromicina por sete dias.

O dono da RBS Nelson Sirotsky - Divulgação

"Até o terceiro ou quarto dia, não senti melhoras, mas também não piorei e não tive falta de ar. Durante o tratamento, recebi também antibióticos para prevenir uma eventual infecção bacteriana. A partir do quinto dia, fui melhorando, me sentindo mais animado e mais disposto", afirma o empresário. Ele diz que não chegou a ser entubado nem encaminhado à UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

"Ainda não posso afirmar que estou 100% curado. Por se tratar de uma doença até então desconhecida, estou em observação e meu isolamento está mantido por mais sete dias, quando receberei nova orientação médica", completa. Sirotsky já está em sua residência. Ele é um dos principais sócios e membro do conselho de administração do Grupo RBS.

A hidroxicloroquina entrou no debate da pandemia de coronavírus desde que o presidente americano Donald Trump levantou a possibilidade de o remédio ser eficaz para a Covid-19, no dia 19 de março. A fala provocou corrida às farmácias, deixou pacientes sem o medicamento e levou a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a proibir a exportação e a venda sem receita no Brasil.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tem lidado com o assunto com cautela. "Continuamos com indícios [de eficácia contra o novo coronavírus]. Foram poucos pacientes, não sabemos se o medicamento foi decisivo ou não", disse.

Ele também pediu para as pessoas não usarem o medicamento. "Esse medicamento tem efeitos colaterais intensos e não devem ficar na casa para serem tomados sem orientação médica. Vão fazer uma série de lesões [se automedicando]. Leiam a bula, não é uma Dipirona."

Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde anunciou que vai começar a distribuir 3,4 milhões de unidades de cloroquina e hidroxicloroquina aos estados para uso em pacientes com quadro grave pelo novo coronavírus em um protocolo experimental.

Nesta quinta-feira (26), o governo federal zerou as tarifas de importação da cloroquina e da hidroxicloroquina, originalmente usados por pacientes com malária, lúpus e artrite.

A coluna Painel agora está disponível por temas. Para ler todos os assuntos abordados na edição desta quinta-feira (26) clique abaixo:

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