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Influenciadores lucram no Dia do Consumidor ao indicar produtos em promoção

Na Amazon, comissões por venda podem atingir 15% do preço de cada item

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São Paulo

A gigante do varejo Amazon torna-se "armarinho Jefferson Beijos", nas publicações do influenciador Ouriço de Cartola. No Twitter, ele divulga links afiliados da loja, que geram comissão a cada venda. Outros personagens relevantes nas redes seguem a tendência.

A multinacional fundada por Jeff Bezos vai ofertar mais de 90 mil itens com desconto de até 70% nesta Semana do Consumidor, entre 13 e 20 de março. Estarão em promoção dispositivos Amazon, como Kindle e Alexa, celulares e acessórios, computadores, vídeo games, eletrônicos em geral, livros, e artigos de cuidados pessoais e da casa.

Usuários de redes sociais seguem influenciadores atrás de dicas de produtos de consumo - Catarina Pignato

A Semana do Consumidor começou como uma homenagem ao aniversário do CDC (Código de Defesa do Consumidor), que completa 32 anos no sábado (11). Hoje, repercute mais pelas oportunidades de comprar barato. O Dia do Consumidor é comemorado nesta quarta (15) em todo o mundo.

O perfil do Ouriço de Cartola, com 44 mil seguidores, voltado originalmente à elegância masculina, divulga de shakes de proteína a notebooks para o público gamer. O filtro é ter promoção na Amazon.

A conta Dani, com 16 mil seguidores e que costuma comentar desfiles de moda, também divulga os links da Amazon pelo Twitter. No perfil, tem sabão em pó para lava-louças, hidratantes importados, livros infantis e roupas femininas.

A influenciadora diz à reportagem indicar os produtos que consome no dia a dia. "Eu vivia comentando de produtos na timeline do Twitter, e várias pessoas diziam que tinham comprado e gostado. Vi no programa uma possibilidade de ganhar algum dinheiro com isso".

Dani afirma receber, em média, um salário mínimo por mês com o programa de aliados da Amazon. Ela também afirma divulgar produtos com preços baixos. "Quando vejo uma promoção interessante, eu compro o produto e depois posto, porque já aconteceu de eu ficar sem."

De acordo com a Amazon, seu Programa de Associados ajuda criadores de conteúdo, editores e blogueiros a monetizar seus sites e redes sociais. A comissão pelas vendas pode chegar a até 15% para produtos de beleza. A fatia para o influenciador depende da categoria do item vendido —para celulares, fica em 7%.

A Amazon também oferece recompensa para cada assinatura que o influenciador conseguir para os seus serviços. Um assinante do clube de livros do Kindle, por exemplo, rende R$ 15.

Os consumidores ainda podem acessar páginas individuais e personalizadas de seus influenciadores favoritos dentro da loja da Amazon.com.br e comprar a partir de listas lá criadas.

A big tech impõe uma série de condições para seus influenciadores: não podem promover materiais de sexo explícito, violência, desinformação ou quaisquer materiais discriminatórios ou ligados a discurso de ódio. A Amazon também afirma no regulamento que não tem responsabilidade pelos conteúdos de seus associados.

A escritora e historiadora que administra a conta Eu, Cristiane F., em referência a um filme cult alemão, também entrou na onda. Seus pouco mais de 2.000 seguidores interessados em dicas culturais receberam promoções de calcinha e de ração de gato.

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