Prévia do Carnaval de SP começa com fantasia de febre amarela e 'noivas'

Tradicional bloco Casa Comigo tem Marcha Nupcial na região da Faria Lima

Mariana Zylberkan
São Paulo
Folionas fantasiadas de noivas brincam no bloco Casa Comigo, em Pinheiros, neste sábado (03)
Foliãs fantasiadas de noivas brincam no bloco Casa Comigo, em Pinheiros, neste sábado (03) - Taba Benedicto/Folhapress

Com a tradicional "Marcha Nupcial", o bloco Casa Comigo deu a largada para o Carnaval de rua na região da avenida Faria Lima, zona oeste de São Paulo, na tarde deste sábado (3).

Folionas vestidas de noiva, com véus na cabeça, se reuniram na concentração em frente ao Instituto Tomie Ohtake.

Quem tentava chegar até o bloco tinha que passar por uma passarela de ambulantes que se formou entre o largo da Batata e a avenida Pedroso de Moraes. Um mar de guarda-sóis da marca de cerveja patrocinadora do Carnaval disputava lugar com vendedores de tiaras de noiva, entre outros adereços.

A prefeitura credenciou 10 mil ambulantes neste ano.

As amigas da peruana Judith Chavez, 30, aproveitaram para fazer sua despedida de solteira no bloco Casa Comigo. Elas foram fantasiadas de "Bride's Drinking Team" ("time de bebedeira da noiva", em tradução livre).

"Aproveitamos o tema do bloco", disse a amiga Natalia Furlan. Elas vieram de Campinas, no interior de São Paulo.

O enfermeiro Pedro Fernandes, 23, e o amigo Augusto Passoni, 25, se inspiraram no surto de febre amarela para criar a fantasia. Eles foram ao bloco com uma placa feita de isopor onde se lia "vacina da febre amarela".

"No trabalho, vi como foi difícil para as pessoas se vacinarem", disse o enfermeiro.

Banheiros

Por volta de 50 banheiros químicos foram instalados no canteiro da avenida Faria Lima quase na esquina com a Pedroso de Moraes. Não havia filas e nem grandes transtornos para usá-los até a saída do bloco.

Neste ano, a empresa que venceu a concorrência do Carnaval se comprometeu a instalar 21 mil banheiros químicos durante os dias de folia. O número é cerca de 50% maior do que o ano passado e acompanhou o ritmo de crescimentos dos blocos.

Mobilidade urbana

Mais de cem blocos tomam as ruas e avenidas de São Paulo neste final de semana (3 e 4), o último antes do Carnaval. Por causa dos foliões, as vias serão fechadas nas regiões dos desfiles.

Para não ser pego de surpresa, confira a lista com os principais pontos de interdição e as respectivas rotas alternativas. Acesse a relação completa no site da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) ou pelo telefone 1188.

Carnaval maior

Com 491 blocos cadastrados pela prefeitura, este deve ser o maior Carnaval de rua já registrado na capital de São Paulo. São esperados 4 milhões de foliões no período que começa neste sábado e vai até o dia 18, último dia do pós-Carnaval.

O número de blocos é cerca de 30% maior do registrado no ano passado, quando desfilaram 381 agremiações pela cidade.

Para dar vazão ao número recorde de foliões, a gestão Doria concentrou as atrações que costumam atrair multidões em vias largas, como o Largo da Batata e a avenida 23 de Maio, para tentar diminuir o incômodo aos moradores dos bairros que costumam reunir blocos, como a Vila Madalena.

O Carnaval de rua de São Paulo é considerado o segundo maior do país, só perde para o Rio de Janeiro, onde são esperados 6 milhões de foliões neste ano. 

A folia cada vez maior também se reflete em números. A prefeitura recebeu patrocínio de R$ 20 milhões para organizar a festa neste ano. Em 2017, o orçamento foi de R$ 15 milhões.

Na verba, estão incluídas a instalação dos 21 mil banheiros químicos, construção de cinco palcos com atrações pela cidade, ambulâncias e segurança privada.

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