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Pivô da guerra na Rocinha, Rogério 157 é condenado a 32 anos de prisão

Condenação ocorreu por associação para o tráfico de drogas, tráfico e corrupção

Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, preso no Rio
Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, preso no Rio - Mauro Pimentel/AFP
Marina Lang
Rio de Janeiro | UOL

A juíza da 40ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou, nesta terça-feira (24), Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, a 32 anos de prisão pelos crimes de associação para o tráfico de drogas, tráfico e corrupção ativa. Ele é apontado como o pivô da guerra da Rocinha que eclodiu em setembro do ano passado após o rompimento com a facção do antecessor Antonio Bonfim Lopes, o Nem.

A sentença da magistrada Alessandra de Araujo Bilac Moreira Pinto também condena a seis anos e oito meses de reclusão pelo crime de associação para o tráfico José Carlos de Souza, conhecido como Gênio. Ele está foragido desde o oferecimento da denúncia, em 2013. Gênio é apontado por investigadores como sucessor e atual chefe no comando do tráfico na Rocinha após a prisão de Rogério 157.

A sentença, contudo, não se relaciona com o tráfico de drogas na Rocinha. Segundo a denúncia do processo em que os dois foram condenados, no período entre outubro de 2013 e maio de 2014, ambos, junto com outras pessoas, eram os responsáveis pelo tráfico de drogas em diversos bairros da cidade do Rio de Janeiro, em especial no complexo das favelas da Maré, Serrinha, Vila Aliança e Dendê, na zona norte do Rio.

Disputa na Rocinha

Preso no começo de dezembro, Rogério 157 controlava o tráfico de drogas na Rocinha desde a prisão de Nem, em 2011. Ambos estão presos em alas separadas na penitenciária federal de Porto Velho, em Rondônia.

Em setembro, os dois romperam porque 157 estaria obrigando moradores a pagar uma taxa de gás e cobrando tributos adicionais de mototaxistas e comerciantes, o que lhe rendia R$ 100 mil por mês.

Essas informações foram reveladas pelo também traficante Edson Antônio da Silva Fraga, o Dançarino, preso em setembro.

As extorsões teriam desagradado Nem, que ordenou a saída de Rogério 157 da Rocinha. Segundo uma testemunha, em agosto do ano passado, 157 teria assassinado três traficantes aliados de Nem em retaliação à ordem e expulsado a mulher do chefe, Danúbia de Souza Rangel, 33, da comunidade.

A briga culminou em uma semana de tiroteios ininterruptos e levou o estado a realizar uma grande ação militar na região, com tanques de guerra e outros recursos, em 22 de setembro. Quase mil homens das Forças Armadas foram mobilizados.

O racha com Nem, um dos principais chefes da ADA (Amigos dos Amigos), acabou isolando Rogério 157 na estrutura da facção criminosa. Com isso, após fugir da Rocinha, ele acabou migrando para o principal grupo rival, o CV (Comando Vermelho).

Rogério 157 tinha contra ele mais de dez mandados de prisão por crimes como homicídio, assalto a mão armada e tráfico de drogas.

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