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Janeiro é o segundo mês mais quente em São Paulo em 76 anos

Temperatura máxima registrou média de 31,8ºC na capital; frente fria chega no sábado (2)

Regiane Soares
São Paulo | Agora

O mês de janeiro deste ano foi o segundo mais quente na cidade de São Paulo dos últimos 76 anos, período em que o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mede a temperatura oficial na capital paulista. Com temperatura máxima média de 31,8ºC, o mês passado só perde para janeiro de 2014, quando foi registrada a máxima média de 31,9ºC.

Os 31,8ºC de temperatura máxima média registrados no mês ficaram 3ºC acima da média histórica esperada para janeiro, de 27,8ºC. Isso porque dos 31 dias do mês, apenas cinco ficaram com temperaturas máximas abaixo dos 30ºC. O dia mais quente foi registrado anteontem: 35,1ºC.

Até a temperatura mínima média registrada em janeiro, 20,5ºC, ficou acima da média mínima de 18,6ºC esperada para o mês.

​E se fez calor, também choveu muito neste primeiro mês de 2019. Segundo o Inmet, foram 18 dias com chuva na capital em janeiro, o que resultou em um acumulado de 305,9 mm, 14% a maios dos 263,5 mm esperado para todo o mês.

 

Segundo o meteorologista Marcelo Schneider, do Inmet, esse calorão todo é resultado de um sistema de alta pressão atmosférica que bloqueia a entrada de frentes frias em São Paulo, o que ajudaria a reduzir a temperatura.

Schneider diz que vários fatores influenciam a formação de um sistema de alta pressão, um deles pode ser o el niño (aquecimento das águas do oceano Pacífico), que está em formação.

Mas o calorão está com os dias contados na capital. Segundo o meteorologista do Inmet, o bloqueio atmosférico provocado pelo sistema de alta pressão perde a intensidade a partir do fim de semana, quando uma frente fria deve derrubar a temperatura na capital. No sábado a previsão é de chuva isolada, com mínima de 19ºC e máxima de 35ºC.

Motorista de aplicativo reforça estoque de água

O paulistano está se refrescando como pode para amenizar o calorão. Água, sorvete ou a sombra de uma árvore são as opções para quem não tem ar-condicionado em casa ou no trabalho.

O motorista de aplicativo Anderson de Oliveira, 39 anos, disse que vai ter que reforçar o estoque de água que oferece aos passageiros.

Ele disse que as 12 garrafas de 500 ml de água que leva por dia para oferecer aos passageiros acabavam no fim do expediente. Na quinta (30), não era nem meio-dia e ele já não tinha nenhuma. “Vou ter que comprar mais. É bom pra mim, que ofereço o melhor para os meus clientes, e é bom para quem está vendendo a água. Assim a economia gira”, disse Oliveira.

Apesar de trabalharem em um ambiente com ar-condicionado, a auxiliar administrativo Julia Calixto Santin, 21 anos, e o analista de tecnologia da informação Rafael Alves Carvalho, 25 anos, se refrescaram com um sorvete ontem na hora do almoço.

“Está um absurdo de quente esses dias. Sai do metrô suando, anda na rua suando. Aí você vai tomar um sorvete e ele quase derrete”, afirmou Julia.

Família fica 26 horas sem luz no Mandaqui

O taxista Sandro Manoel Martins Pinheiro, 42, ficou 26 horas sem energia em sua residência, no Mandaqui (zona norte de SP), após o temporal que atingiu a capital anteontem à tarde. Ele disse que a energia caiu na rua Valorbe anteontem por volta das 16h, quando começou a chuva, e todos ficaram no escuro.

Pinheiro disse que ligou na Enel (antiga Eletropaulo) e a primeira previsão que deram para restabelecer a energia era às 5h de ontem. Mas não religaram. Após nova consulta, a promessa era às 18h de ontem, prazo cumprido.“Ficamos 26 horas sem energia. Perdemos tudo o que tínhamos na geladeira. O pior é que não é a primeira vez que isso acontece. No ano passado ficamos 48 horas sem luz”, afirmou.

O taxista disse que é comum os imóveis da rua Valorbe ficarem sem energia. “Basta uma chuva ou vento que ficamos no escuro.”

A Enel disse que restabeleceu a energia no imóvel, mas não disse a hora. A distribuidora afirmou que causas ambientais, como a queda de árvores e galhos, resultaram na interrupção da energia no local.

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