Reforço na segurança não impede novos ataques no Ceará

Escola, ônibus e caminhão de coleta de lixo foram incendiados

João Valadares
Recife

​Mesmo após reforço de policiais militares da reserva, o Ceará chegou ao 20º dia desde o início da onda de ataques com registros de um fim de semana violento. Uma escola, um caminhão de coleta de lixo e um ônibus foram incendiados por criminosos.

Na madrugada desta segunda-feira (21), o colégio público Geralda Bonifácio Rodrigues, em Itarema, no litoral oeste do estado, ficou parcialmente destruído depois de criminosos atearem fogo.

As chamas atingiram materiais escolares, cadeiras, mesas e vários eletrodomésticos. Ninguém foi preso até o momento. Em Jaguaruana, cidade localizada no Vale do Jaguaribe, um caminhão que fazia a coleta de lixo do município ficou completamente destruído após ser incendiado.

Na noite deste domingo (20), em Fortaleza, outro coletivo foi atacado no bairro do Mondubim. Ninguém ficou ferido. Um pouco antes, dois criminosos que estavam em duas motocicletas tentaram atear fogo numa van que fazia transporte alternativo no bairro de Jangurussu, em Fortaleza. Algumas partes do veículo foram danificadas.

Desde o dia 2 de janeiro, quando teve início a onda de ataques contra o patrimônio público e privado, o Governo do Ceará registrou 222 ações criminosas. Houve ocorrências em 47 cidades.

As forças de segurança do Ceará conseguiram deter 400 pessoas suspeita de envolvimentos nos crimes.

Para tentar amenizar a situação, o governo convocou 1.200 policiais militares da reserva. Deste total, 810 se apresentaram. A assessoria de comunicação da Polícia Militar informou que, na sexta-feira (18), 150 homens iniciaram o trabalho na capital.

Na tarde desta segunda-feira (21), será divulgada a quantidade de aposentados que estão trabalhando em outras cidades do estado.  ​

O estado também recebeu cerca de 400 homens da Força Nacional, para policiamento e vigilância de presídios, e pediu novos reforços ao ministro da Justiça, Sergio Moro, na semana passada.

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