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Trio é detido por falsificar Ferrari e Lamborghini no ABC paulista

Réplicas de carros esportivos estavam em galpão; marca italiana fez denúncia, segundo a polícia

Alfredo Henrique
São Paulo | Agora

A polícia estourou uma fábrica clandestina de carros esportivos, ontem, em São Bernardo do Campo (ABC). As réplicas seriam vendidas em média por R$ 180 mil, preço bem abaixo de originais.

A Ferrari 0 km mais barata no mercado nacional é a modelo Portofino, vendida por R$ 2,4 milhões. A marca italiana é uma das copiadas.

Três suspeitos, flagrados na montagem dos carros, foram levados para prestar depoimento no Deic (Departamento Estadual de Investigação Criminais), mas não foram presos. A defesa deles não foi encontrada pela reportagem.

Foram apreendidas uma réplica pronta de Lamborghini, dois carros do mesmo modelo, em processo de construção, além de uma carcaça de Ferrari. Motores de Alfa Romeo e Ford Fusion também estavam no local.

Segundo o delegado Wagner Carrasco, da Delegacia Anti-Pirataria do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), a polícia foi procurada em 2018 pela Ferrari com a denúncia de que réplicas de seus carros estariam sendo comercializadas pela internet.

Carrasco lembrou que é crime fabricar, sem autorização, produtos que incorporem desenho registrado ou que imitem originais. “Isso vale, inclusive, se a réplica for feita para não ser comercializada, para uso pessoal.”

A oficina que produzia as réplicas mantém perfis em redes sociais, nas quais divulga, com fotos e vídeos, os carros produzidos. Entre eles, há uma imitação de LaFerrari, cuja última unidade conversível foi leiloada no ano passado por R$ 30 milhões.

Sobre este modelo, um dos indiciados escreveu: “esta é uma réplica mas não está a venda. [...] fabricamos tudo desde o zero, chassis e tudo mais [...] os carros já saem prontos [com] documentos. As réplicas são para uso próprio, sacou?”. Carrasco disse que a polícia vai investigar se os carros eram emplacados.

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