Cadela da PM localiza 727 kg de droga escondidos em barraco de Paraisópolis, em SP

Animal integra Canil da corporação; policiais também apreenderam arma e dinheiro

São Paulo

Uma cadela da Polícia Militar localizou 727 kg de droga em um barraco abandonado na comunidade de Paraisópolis, na zona sul da capital paulista. A ocorrência foi registrada na noite desta quarta-feira (17).

Dara, que integra o Canil da PM, farejou a moradia e indicou aos policiais que o local estava sendo usado para esconder a grande quantidade de entorpecentes.

Segundo a Polícia Militar, foram apreendidos 629,2 kg de cocaína, 97,7 kg de maconha, dois carregadores de armas, uma espingarda, maquinário para embalar a droga, anotações referentes ao tráfico dos entorpecentes e mais R$ 3.754 em dinheiro.

Cadela Dara entre os 727 kg de droga recolhidos de barraco em Paraisópolis, na zona sul de SP
Cadela Dara entre os 727 kg de droga recolhidos de barraco em Paraisópolis, na zona sul de SP - Divulgação/PM

A Polícia Militar informou que nenhum suspeito foi preso no local. Os equipamentos, a droga e o dinheiro foram levados para o 89º DP (Morumbi).

O Canil da Polícia Militar do Estado de São Paulo foi criado em 1950 com quatro cães da raça Pastor Alemão. Hoje, possui aproximadamente 300 animais.

No estado, a PM conta com 26 canis setoriais, além da unidade da capital paulista que é subordinada ao Choque.

Para fazer parte da PM, os animais passam por testes comportamentais e genéticos. Os cães selecionados são treinados por até um ano e meio. Eles trabalham até os oito anos e, após a aposentadoria, são encaminhados para adoção. Nesse processo, tem prioridade o policial que trabalhou por mais tempo com o animal.

O Canil conta com cães farejadores das raças Pastor Alemão, Pastor Belga Malinois, Pastor Holandês, Braco Alemão, Santo Humberto, Rottweiler e Labrador.

10 curiosidades sobre os cães da polícia

1. Em uma escala de uso progressivo da força pelo policial, a mordida é o penúltimo passo: vem antes apenas do uso da arma de fogo

2. Entre os cães farejadores, uns localizam drogas e outros, explosivos. Enquanto os primeiros podem "atacar" o pacote encontrado, os demais são treinados para não mexer em nada: após detectarem o perigo, eles se sentam

3. Nenhum cachorro de fora pode entrar no canil, para evitar a transmissão de doenças

4. A maioria dos comandos de adestramento vem do inglês (como "seat" ou "stay"), mas há um bem brasileiro: o "ribalá", para o cão subir na viatura, é uma expressão nordestina

5. Nos treinos, a droga ou o explosivo são colocados em um brinquedo. Na vida real, o policial joga um brinquedo depois que o cachorro encontra a droga, para que ele continue fazendo essa associação

6. Para adestrar os cães, são usadas três recompensas: carinho, comida e brinquedo

7. As viaturas são adaptadas para levar os animais: o banco traseiro é retirado e coloca-se um tablado de madeira no lugar

8. Muita gente liga interessada em doar cães, mas os critérios para aceitá-los são rígidos. Eles têm que ter até um ano e meio, pedigree e passar por testes veterinários e comportamentais

9. O cão aprende a manter a mordida fixa, para imobilizar mais e machucar menos. Mas o impacto chega a ser de 500 kg

10. Muitos pensam que cães que farejam drogas são viciados, mas eles não têm contato direto com a droga

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