Descrição de chapéu Rio de Janeiro

Crivella rompe contrato com concessionária e manda derrubar pedágio da Linha Amarela

Empresa responsável pela via expressa chamou destruição da praça de pedágio de 'ato de abuso extremo'

São Paulo

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), anunciou neste domingo (27) o rompimento do contrato de concessão da Linha Amarela para a Lamsa, que administrava uma das mais importantes vias expressas da cidade.

Além de romper o contrato, ele mandou derrubar todas as cancelas que impediam a passagem de veículos sem o pagamento de pedágio. 

Prefeito Marcelo Crivella no jardim do Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio - Marcos de Paula - 13.set.19/Prefeitura do Rio

A medida foi publicada no Diário Oficial de sexta-feira (25) e executada neste domingo. A administração da linha expressa será realizada a partir de agora pela Secretaria Municipal de Transportes.

Segundo a prefeitura, sensores e câmeras foram inutilizados durante a operação e as cabines de cobrança foram descaracterizadas com o desligamento de energia pela RioLuz. 

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Linha Amarela, instalada na Câmara dos Vereadores, teve o relatório final aprovado por unanimidade na semana passada e entre as recomendações estava a de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. 

Em entrevista após o resultado da CPI, Crivella disse que o prejuízo para o município com a concessão chega a R$ 1,6 bilhão. O prefeito e a concessionária travam disputas em torno da cobrança do pedágio desde o início do governo. Crivella acusa a empresa de irregularidades.

Logo após o anúncio do fim do contrato, a Lamsa divulgou nota oficial em que chama a decisão do prefeito de mandar destruir a praça de pedágio de "ato de abuso extremo de autoridade, sem precedentes na história e sem amparo jurídico". 

De acordo com a concessionária, o ato colocou em risco a segurança dos funcionários e dos usuários da via expressa. 

"A concessionária, uma empresa do Grupo Invepar, condena veementemente a decisão ilegal e abusiva do poder municipal, que só causará transtornos à sociedade carioca", diz a nota.

A Lamsa informou ainda que vai à Justiça contra a medida da prefeitura. 

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