Descrição de chapéu Obituário Luiz Olavo Baptista (1938 - 2019)

Mortes: Pioneiro da arbitragem, foi além das fronteiras do saber

Luiz Olavo Baptista era fascinado pela história humana, literatura, arte, cinema e poesia japonesa

Patrícia Pasquini
São Paulo

A inquietude e o desejo de inovar permearam a carreira de um dos expoentes do direito internacional.

Com mais de 50 anos de advocacia, Luiz Olavo Baptista foi um dos pioneiros da prática da arbitragem no Brasil. Atuou em órgãos internacionais e no Ministério das Relações Exteriores do Brasil. 

Baptista ainda advogava, mas estava aposentado da Faculdade de Direito da USP, onde lecionou até 2008.

Luiz Olavo Baptista (1938-2019)
Luiz Olavo Baptista (1938-2019) - Arquivo pessoal

O dom para a educação surgiu na própria sala de aula. Conseguiu um bico como professor de matemática financeira na FGV (Fundação Getúlio Vargas), segundo conta o filho, o consultor Umberto Baptista, 48. “Lá, ele descobriu que gostava de ensinar.”

Fez mestrado e doutorado na sua área de atuação e abraçou com amor a carreira acadêmica. Ministrou aulas em universidades brasileiras e internacionais. 

“Enquanto professor, incentivava a todos a não ficarem confinados nas fronteiras do conhecimento, mas a progredirem”, relata o filho.

Baptista nasceu em Itu (101 km de SP), mas nos primeiros anos de vida mudou-se para a capital paulista, onde construiu sua vida. 

Fascinado pela história humana, Baptista adorava literatura de ficção e histórica, além de arte, cinema e poesia japonesa. Compôs algumas. A gastronomia era sua outra paixão, tanto que os roteiros das viagens que fez eram marcados pelos restaurantes.

Ele gostava de viver. “Para ele, o grande atrativo da vida era ter coisas novas para trabalhar, mexer e inventar."
“A rotina era uma tortura.”

Luiz Olavo Baptista morreu no dia 18 de outubro, aos 81 anos, por complicações de uma pneumonia. Deixa esposa, dois filhos e uma neta.

coluna.obituario@grupofolha.com.br
 
Veja os anúncios de mortes

Veja os anúncios de missas

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.