Doria anuncia fechamento de shoppings e academias na Grande SP

Locais deverão parar de funcionar a partir do dia 23 e até o dia 30 de abril

São Paulo

O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta quarta-feira (18) que todos os shoppings da região metropolitana de São Paulo vão fechar a partir do dia 23 de março.

Esses estabelecimentos deverão ficar fechados até o dia 30 de abril. Segundo o governador, a medida não atingirá o litoral nem o interior do estado.

Durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, Doria afirmou a princípio que o fechamento era uma determinação do governo. Um pouco depois, porém, mudou a palavra para "recomendação".

A medida, segundo Doria, também afeta as academias de ginástica da capital e da Grande São Paulo, que interromperão as atividades a partir do dia 22. O fechamento deve continuar até 30 de abril.

De acordo com a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, a decisão foi tomada em conjunto com shoppings e academias. "Foi um trabalho dialogado, planejado, para que seja feito com planejamento, sem pânico, e sempre priorizando o bem-estar da população e funcionários que trabalham nesses espaços", afirmou.

Doria afirmou, no entanto, que todas as recomendações do governo até agora foram seguidas e que, em caso contrário, usaria a "força da lei".

Circulação de pessoas no Shooping Eldorado, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo na manhã desta quarta-feira (18)
Circulação de pessoas no Shooping Eldorado, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo na manhã desta quarta-feira (18) - Jardiel Carvalho/Folhapress

Até esta quarta-feira (17), a Abrasce (entidade que representa os shoppings) havia recomendado a redução do horário de funcionamento dos centros de compras.

O novo horário sugerido, das 12h às 20h, seria praticado apenas pelos shoppings localizados em áreas com casos confirmados da Covid-19.

Antes da medida mais drástica de fechamento anunciada pelo governo Doria, os estabelecimentos estavam optando por redobrar os cuidados de higiene de frequentadores e lojistas.

Também aumentaram o espaçamento de mesas nos locais de alimentação como um dos esforços de combate à epidemia do novo coronavírus.

O Estado recomendou que empresários e lojistas concedam férias coletivas a funcionários e evitem demissões. “A nossa recomendação é para que os empregadores não demitam e preservem os empregos. O coronavírus não se eterniza, ele tem um prazo determinado”, disse. “Faço um apelo como Governador para que empregadores não se precipitem e estabeleçam condições adequadas para antecipar férias".

Questionado se fecharia bares, restaurantes e vetaria acesso a praia, Doria afirmou que até o momento não há necessidade dessas medidas. "Não é recomendável aglomerações seja em praia ou qualquer lugar no estado de São Paulo. A prudência cabe a cada cidadão. Medidas proibitivas não estão sendo anunciadas nas praias do litoral de São Paulo", disse Doria.

Ele também afirmou que não haverá restrições nos trens da CPTM e do metrô.

Doria também anunciou uma série de outras medidas relacionadas à crise. Uma delas é a ampliação de medicamentos entregues pelas chamadas farmácias de alto custo a pacientes que precisam de medicamentos especializados.

Com isso, cada paciente passará a receber remédios em quantidade suficiente para até três meses de tratamento, e não apenas 30 dias.

O tucano também anunciou parceria com operadoras de celular para envio de SMS gratuitos à população, com informações de prevenção ao coronavírus.

Haverá também algumas medidas para limitar a presença nos postos do Detran e Poupatempo.

Outra novidade do governo será a ampliação dos horários de funcionamento do Bom Prato, com objetivo de diminuir aglomerações. Os novos horários serão das 7h às 9h (café) e 10h às 15h (almoço) –os horários anteriores eram das 7h30 às 9h e das 10h30 às 13h30.

Além disso, haverá vacinação contra a gripe comum (não coronavírus) também nas redes de farmácia, a partir de 13 de abril. Nos postos de saúde, a campanha começa a partir do dia 23 de março.

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