Descrição de chapéu Obituário Alberto Vainzof (1948 - 2020)

Mortes: Aventurou-se na vida com humor, amor e gentileza

Atualmente, Alberto Vainzof trabalhava na Procuradoria da Fazenda Nacional

São Paulo

A Covid-19 interrompe os sonhos bruscamente e impõe às famílias dos doentes uma luta contra o tempo, em sua maioria perdida.

O paulistano Alberto Vainzof tinha 71 anos. Viveu em São Paulo e em Maceió (AL), mas foi na capital paulista que cresceu, cursou engenharia civil na Universidade Presbiteriana Mackenzie, trabalhou nas obras de uma das linhas do metrô da cidade, casou-se pela primeira vez e foi pai de duas filhas.

Na década de 1990, deixou São Paulo rumo a Maceió e lá virou empresário do ramo de alimentos e turismo, com o bar Bye Bar Brasil. O local chegou a ser famoso e badalado na cidade.

Alberto Vainzof (1948-2020)
Alberto Vainzof (1948-2020) - Reprodução/Facebook

"Ele foi pioneiro neste tipo de entretenimento na cidade, unindo os conceitos de bar e restaurante. Também reuniu outros elementos que fez sucesso por lá, como a seleção musical, a picanha e seu jeito requintado de atender o público", conta a enteada Susanna do Val Moore, 39, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Estado de São Paulo.​

Em Maceió, conheceu a atual companheira, Beatriz Ronoel Cerqueira do Val, 68, que tinha uma loja de móveis na cidade. Um tempo depois da formalização da união, Alberto vendeu o bar e os dois retornaram a São Paulo.

A vida de empresário deu lugar ao funcionalismo público. Atualmente, Alberto trabalhava na Procuradoria da Fazenda Nacional.

Susanna, que tinha 12 anos na época da união do casal, conta que ganhou um segundo pai. "Ele logo passou a se interessar pelas nossas vidas e a nos ajudar. Sempre esteve presente nos momentos importantes", diz.

Alberto era muito querido pela família, amigos e colegas de trabalho. Prestativo, as marcas que ficam na lembrança de todos é o sorriso gentil e as mãos sempre estendidas para ajudar.

Sua saúde era boa. Aos 71 anos, Alberto se aventurava em cima de uma moto —uma das coisas que mais gostava de fazer, além de ficar com a família e curtir os cachorros de estimação. "Ele levou a vida com humor, inclusive nos maus momentos", afirma Susanna.

Alberto Vainzof morreu dia 13 de abril, aos 71 anos, em decorrência da Covid-19. Deixa sua esposa Beatriz Ronoel Cerqueira do Val, as filhas Cláudia Vainzof e Luciana Vainzof; as enteadas Susanna do Val Moore e Cecilia do Val Moore; o neto João Lucas, o bisneto Gael e sua irmã Célia Vainzof.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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