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Brasil tem 1.111 mortes em sábado com mais óbitos por Covid-19

País contabiliza mais de mil mortes por dia desde a última segunda (29)

São Paulo e Brasília

O Brasil registrou neste dia 4 de julho o maior número de mortes pela Covid-19 em um sábado desde o início da pandemia, em março. Foram 1.111 vítimas. Com isso, o país chega a marca de 64.365 mortes e 1.578.376 casos confirmados do novo coronavírus.

Este é o terceiro sábado consecutivo de recorde de óbitos. Além disso, desde a última segunda-feira (29), o Brasil registrou diariamente mais de mil mortes.

Os dados foram compilados por um consórcio entre Folha, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo, G1 e UOL. Os veículos de imprensa se reuniram para informar números sobre o novo coronavírus, que são coletados diariamente com as secretarias estaduais de Saúde. O balanço das informações é fechado sempre às 20h.

A iniciativa do consórcio de veículos de compilar e divulgar os dados sobre Covid-19 é uma resposta a atitudes recentes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins, retirou informações do ar, deixou de divulgar totais de casos e mortes e divulgou informações conflitantes.

A quantidade de casos confirmados neste sábado pode ser maior. Isso porque a Secretaria de Saúde do Piauí não divulgou o dado até o fechamento do balanço.

O Brasil tem uma média de 30 mortos por 100 mil habitantes durante a pandemia. O índice é menor que o dos Reino Unido (66), EUA (39) e Itália (67), por exemplo, mas excede o de países com mais sucesso no controle da doença, como Alemanha (11) e a vizinha Argentina (3).

O Ministério da Saúde chegou a dizer no último dia 18 de junho que o Brasil caminhava para estabilização no número de mortes, mas recuou admitindo que a Covid-19 continua a avançar.

O país entra no seu terceiro mês sem um ministro da saúde efetivo. Segue no cargo interinamente o general do exército Eduardo Pazuello.

Luiz Henrique Mandetta foi o primeiro ministro a deixar a pasta após uma série de embates com o presidente Jair Bolsonaro. Mandetta foi demitido no dia 16 de abril por defender a ciência como parâmetro para tomada de decisões e o isolamento social.

Já o seu sucessor, o oncologista Nelson Teich, pediu demissão após receber do presidente um ultimato para ampliar o uso da cloroquina contra o coronavírus. O remédio não demonstra ter efeito positivo contra a doença segundo a literatura científica. Teich deixou o governo a dois dias de completar um mês como ministro no dia 15 de maio.

São Paulo segue como estado mais atingido pelo novo coronavírus. Tem agora um total de 312.530 casos confirmados da Covid-19 e soma 15.996 mortes em decorrência da doença.

O Ceará registrou um total de 120.952 casos confirmados e 6.411 mortos. O Rio de Janeiro tem 120.440 casos e 10.624 óbitos.

De acordo com o boletim do Ministério da Saúde, divulgado na tarde deste sábado, o Brasil registrou nas últimas 24 horas 1.091 mortes em decorrência da Covid. O total de óbitos chega agora a 64.265.

Os dados da pasta também apontam 37.923 novos casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus. De o início da pandemia, o país teve um total de 1.577.004 pessoas infectadas.

Desse total, 876.359 pessoas se recuperaram da doença, o que representa 55,6% do total de infectados.

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