Descrição de chapéu Obituário Paulo Alfredo Silveira da Mota Junior (1939 - 2021)

Mortes: Em meio à nostalgia, contou o tempo de olho no tricolor

Paulo Alfredo Silveira da Mota Junior era são paulino fanático

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São Paulo

O principal cenário da vida do paulistano Paulo Alfredo Silveira da Mota Junior foi o Pacaembu (zona oeste da capital paulista), onde nasceu, construiu sua trajetória, assistiu ao crescimento do bairro e ao desenvolvimento do estádio.

Lá colecionou fatos para os ímpetos de nostalgia do futuro e conheceu o amor de sua vida. Paulo tinha 20 e Maria Christina, 16, quando se olharam pela primeira vez. Namoraram 11 anos e se casaram. Ficaram juntos por 52 anos.

Paulo saía do Pacaembu apenas para viajar ou estudar. Frequentou os colégios de Higienópolis —bairro vizinho — e a faculdade de engenharia, em Mogi das Cruzes (Grande SP).

Formado em engenharia mecânica, trabalhou na manutenção de geradores de grandes indústrias. Após o casamento mudou-se para a Pompeia.

Paulo Alfredo Silveira da Mota Junior (1939-2021)
Paulo Alfredo Silveira da Mota Junior (1939-2021) - Arquivo pessoal

Paulo era alegre e sentimental. Acompanhou a passagem do tempo através do relógio de pulso do tricolor, pois era fanático pelo São Paulo Futebol Clube e apreciava o adereço.

O futebol estava no ranking das suas preferências. Ele assistia a qualquer jogo, sabia tudo sobre as rodadas, quem jogava com quem, placar e os times, segundo a dentista Christianne Roberto Silveira da Mota Vieira, 50, sua filha.

Enfrentar a morte da esposa foi bastante doloroso e fez com que Paulo reaprendesse a viver. No dia a dia, por um bom tempo, deixou bilhetes com declarações à amada espalhados pela casa.

Paulo recordava o passado com frequência e muitas vezes as lembranças eram acompanhadas por trilha sonora. “Ele passava horas ouvindo música. Gostava de Elis Regina, Ivan Lins e outros artistas da MPB”, conta Christianne.

Sentia orgulho do pai, Paulo Alfredo Silveira da Mota, pela inteligência, pelo caráter e por ter sido secretário da Segurança Pública de São Paulo (em meados de 1947).

A primeira atividade do dia era ler o jornal. Aproveitava a leitura sem desorganizar os cadernos.

Em casa, onde gostava de ficar, de preferência acompanhado por um cachorro, tinha o hábito de pendurar coisas na parede. Nem a aliança escapou, após a viuvez. “Adoro coisas empetecadas”, ele dizia.

Paulo Alfredo Silveira da Mota Junior morreu dia 18 de março, aos 82 anos, após sofrer um infarto. Viúvo, deixa três filhos e cinco netos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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