Descrição de chapéu Obituário Jorge Hori (1937 - 2021)

Mortes: Sábio guru de políticas públicas

Jorge Hori teve atuações no metrô e no Instituto de Engenharia de São Paulo

  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

São Paulo

Gentil e solícito. São duas palavras que definem o paulistano Jorge Hori, especialista em políticas públicas, consultor de empresas e entidades estatais com experiência no planejamento estratégico. Alguns o chamavam de guru, e sua sapiência era um consenso.

Bacharel em administração pública pela EBAP-FGV, coordenou o PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais) em vários mandatos.

Dedicou-se à análise da política e da economia do país e a trabalhos voltados à formulação de projetos nacionais, como o “Brasil 2022 — Do país que temos para o país que queremos”.

Idealizou o blog Inteligência Estratégica e o podcast “Em 120 segundos o amanhã em função do hoje”, com abordagens política e econômica, e escreveu o livro “Até Onde a Vista Alcança – Inteligência estratégica”.

Jorge Hori (1937-2021)
Jorge Hori (1937-2021) - Arquivo pessoal

Hori ocupou cargos de assessoria nos ministérios da Fazenda e dos Transportes e na Secretaria da Fazenda de São Paulo.

Plinio Assmann, que presidiu o Metrô de São Paulo durante a construção e implantação da operação da 1° linha (Azul), o conhecia desde meados de 1957. Recém-formado, Assmann o encontrava durante algumas aulas no extinto Iseb (Instituto Superior de Estudos Brasileiros), no Rio de Janeiro.

Cada um seguiu seu caminho profissional. Já em São Paulo, ao entrar para o Metrô, contratou Hori como consultor.

“Ele era muito trabalhador. Produziu relatórios para o Metrô sobre a política empresarial, a administração da companhia e as questões da inserção do Metrô na cidade de São Paulo. Não gostava de falar muito, mas conseguia compreender rapidamente a necessidade do contratante”, diz.

Mais tarde, Assmann foi presidir o Instituto de Engenharia de São Paulo e mais uma vez o levou para ser consultor.

Desde 2016, Hori era relator do grupo de estudos que culminou no projeto Ocupação Sustentável do Território Nacional pela Ferrovia Associada ao Agronegócio.

“Ele sempre enriquecia o pensamento do grupo que prestava consultoria. Por onde passou, deixou um grande legado”, diz Assmann.

Jorge Hori morreu dia 7 de abril, aos 84 anos. Deixa a esposa, cinco filhos e quatro netos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

Veja os anúncios de mortes

Veja os anúncios de missa

  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.