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Influenciadora de Brasília morre depois de aplicação de PMMA nos glúteos

Profissional responsável pelo atendimento foi presa em flagrante; reportagem não localizou sua defesa

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Brasília

Uma influenciadora digital e modelo de Brasília morreu nesta terça-feira (2) depois de ter complicações após um procedimento estético.

Aline Ferreira, 33, fez uma aplicação de polimetilmetacrilato, conhecido como PMMA, nos glúteos em 23 de junho em Goiânia. A profissional responsável pelo atendimento foi presa pela Polícia Civil de Goiás nesta quarta (3).

Na quarta, a família de Aline registrou duas ocorrências, uma em Goiânia e outra em Brasília. Na capital de Goiás, eles acionaram a Decon (Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Consumidor). Segundo o relato às autoridades, dias após o procedimento, a modelo sofreu complicações e foi levada ao Hospital Home, em Brasília.

A imagem mostra uma mulher de cabelos longos e escuros, usando óculos de sol grandes e uma blusa branca. Ela está dentro de um carro. No canto superior direito, há um logotipo com o texto 'URGENTE'. Na parte inferior da imagem, há uma barra de notícias com o texto: 'Modelo faz cirurgia no bumbum e morre. Biomédica acaba de ser presa.'
A influenciadora digital Aline Ferreira morreu após passar por um procedimento estético na terça-feira (2), em Brasília (DF) - Reprodução/@CidadeAlertaRecord no Youtube

No perfil da modelo, a família informou a morte na noite desta quinta. "Aline era uma menina sonhadora e sempre sorridente, e é assim que devemos lembrar dela. Pedimos a Deus que conforte o coração de todos", diz a publicação.

Aline Ferreira fez uma aplicação de 30 ml de PMMA em cada glúteo.

Antes, ela passou por outro hospital privado e pelo HRAN (Hospital Regional da Asa Norte). Este último, da rede pública, não tinha vaga de UTI (unidade de tratamento intensivo) e, por isso, ela foi novamente transferida.

Depois da morte de Aline, a clínica Ame-se, onde a modelo fez o preenchimento, foi interditada pela Vigilância Sanitária da capital goiana.

O boletim de ocorrência ainda diz que Grazielly da Silva, a proprietária da clínica, se apresentava como biomédica, mas não tem registro profissional. Assim, ela foi presa em flagrante por crimes contra as relações de consumo e levada à delegacia. No momento da prisão, ela atendia outras duas pessoas.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Grazielly.

Em Brasília, a ocorrência foi registrada pelo marido de Aline, Pablo Batista da Silva, na 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul. Ele relata que a esposa foi internada em 29 de junho.

Pablo Batista disse aos agentes que o procedimento foi rápido e logo em seguida eles retornaram à Brasília, onde moram. A aplicação foi feita em um domingo e já na segunda seguinte ela começou a se sentir mal e ter febre.

A família entrou em contato com a clínica e, ainda de acordo com a ocorrência, receberam a resposta de que a reação era normal e Aline deveria tomar um antitérmico.

Na quarta-feira seguinte, no entanto, ela piorou e começou a sentir dores na barriga. Na quinta, Aline chegou a desmaiar. O casal procurou, então, um hospital.

Segundo o marido da vítima, Grazielly foi a Brasília visitar Aline e afirmou que teria feito a aplicação de um bioestimulador, e não PMMA. Mais tarde, por telefone, disse a ele que Aline poderia ter tido uma infecção no lençol de casa.

Ele afirma, entretanto, que Aline ficou de bruços todo o tempo e que em nenhum momento o local do preenchimento ficou inflamado ou apresentou qualquer tipo de secreção.

Grazielly ainda teria enviado seu pai, que é pastor, ao hospital onde Aline ficou internada, para fazer orações por ela. A visita não havia sido autorizada e os familiares reclamaram da postura.

O preenchimento com PMMA é feito para dar volume a algumas partes do corpo e do rosto. O polimetilmetacrilato é definitivo e em forma de gel. É usado em procedimentos estéticos e para correção de lipodistrofia, uma alteração da quantidade de gordura no corpo que pode ocorrer em pacientes com HIV.

É um componente plástico, portanto não é reabsorvível pelo organismo. Uma vez introduzido no organismo, ele se adere a estruturas como músculo, pele e osso, de forma que sua remoção completa é quase impossível mesmo com cirurgia.

O polimetilmetacrilato, no entanto, é liberado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para fins estéticos e reparadores.

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