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Pais se surpreendem com rápida readaptação dos filhos à escola

Unidades reabriram nesta quarta (7) na capital paulista depois de 7 meses fechadas

São Paulo

Depois de quase sete meses de aulas suspensas, as famílias temiam que as crianças demorassem a se readaptar à rotina escolar e a ficar longe dos pais. Nesta quarta (7), no primeiro dia de reabertura das escolas na capital paulista, muitas se surpreenderam ao ver os filhos correndo para dentro das unidades e reclamando de ter de ir embora.

“Ela encontrou uma amiguinha na porta da escola e já entrou pelo portão, nem olhou pra trás para se despedir de mim. Estava super segura e feliz em voltar”, contou a advogada Ana Cecilia Lencioni, de 45 anos, sobre a filha Marina, de 6 anos.

A menina, que estuda no colégio Santa Cruz, na zona oeste da capital, estava ansiosa para rever os amigos que só vira por vídeo nos últimos meses. A escola reabriu para atividades extracurriculares com dois encontros por semana de 1h30 para as crianças da educação infantil.

“Ela estava tão animada que acordou e já queria colocar o uniforme da escola, mas as atividades só começavam às 14h. Ela sentiu falta dessa rotina, dessa independência. É na escola que ela cria a própria identidade, por isso, sentiu tanta falta”, contou a mãe.

Com os pais trabalhando em home office e os dois irmãos mais velhos acompanhando aulas online, Marina brincava sozinha quase o dia todo. Apesar dos encontros virtuais com os colegas de turma, ela sentiu falta do contato presencial com crianças da mesma idade.

“Mesmo que ela só tenha ficado pouquinho tempo na escola, acho que esse encontro presencial fez muito bem. É importante pra que ela veja que a escola continua lá, os amiguinhos, as professoras. Mesmo só tendo passado 1h30 no colégio, ela passou o resto do dia contando sobre como tinham sido as atividades”.

A empresária Taciane de Almeida, de 38 anos, também se surpreendeu com a animação da filha Giulia, de 4 anos, ao voltar à escola Mary Ward, na zona leste da capital, ainda que não tenha encontrado os colegas de sala. “Ela era a única da turma, mas ficou feliz em ver outras crianças da mesma idade, de ver que o parquinho continua lá, de rever os funcionários."

Para ela, os encontros semanais de duas horas devem fazer bem para a filha que, nos últimos meses, ficou mais irritada e ansiosa longe da escola. “Gostaria que a escola aumentasse o número de encontros ou o tempo que recebem as crianças, porque acho que vai fazer bem para o emocional delas”, diz.

Daiani Mistieri, de 37 anos, também se surpreendeu com a reação da filha Joana, de 5 anos, no primeiro dia de retorno à escola. A menina acordou mais cedo e pediu para se arrumar com antecedência para ir ao colégio. “Ela quis escolher o uniforme, a máscara, o penteado do cabelo. Estava tão feliz que, qualquer insegurança minha, sumiu naquele momento."

Joana estuda no colégio Maple Bear, que optou por receber as crianças 3 vezes por semana por 3 horas diárias para atividades extracurriculares. “Ela só estranhou que o tempo na escola passou muito rápido e perguntou porque não poderia ficar mais. Não ficou chateada, mas está ansiosa por mais tempo com os amigos."

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