Educadores brasileiros aprendem com modelo de Austrália e Nova Zelândia

Os países prezam a formação de cidadãos e não têm vestibular

Giovanna Reis
São Paulo

Com o objetivo de conhecer o sistema educacional público e privado de países altamente desenvolvidos, a equipe da Geekie acompanhou 50 educadores brasileiros, integrantes da Rede de Escolas Associadas da Unesco, em uma viagem de estudos à Nova Zelândia e Austrália.

Permeado pela proposta de formar cidadãos, o sistema educacional australiano e neozelandês atual é completamente diferente do brasileiro. Na Nova Zelândia não há vestibular —o ingresso ao ensino superior é feito com base no histórico escolar do aluno. Além disso, as únicas disciplinas obrigatórias são inglês e matemática.

A delegação de educadores brasileiros conheceu de perto as diferenças entre o sistema de ensino brasileiro e os de países altamente desenvolvidos
A delegação de educadores brasileiros conheceu de perto as diferenças entre o sistema de ensino brasileiro e os de países altamente desenvolvidos - Divulgação

Em ambos os países, laboratórios de marcenaria, gastronomia, corte e costura convivem em sintonia com os espaços de estudo de tecnologia e educação digital. Um dos desafios para os pais é entender que o ensino que experimentaram não é o mesmo a que seus filhos têm acesso.

Além do funcionamento das escolas, o preparo dos professores também chamou a atenção da delegação brasileira. Nesses países, o docente primeiramente estuda por três anos na faculdade. Depois, deve cursar mais dois anos com supervisão na escola, antes de se tornar titular. A cada dois anos, o professor deve atualizar seus conhecimentos.

Dentre outras diferenças, estão o tempo que as crianças passam na escola durante o dia e quantos anos levam para se formar. Desde os cinco anos, são obrigadas a frequentar uma escola, na qual permanecem até os 18. O sistema de ensino tem um ano a mais que o do Brasil e os estudantes passam praticamente o dia todo no colégio.

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