Aceleração para empreendedoras de periferia ajuda na superação da crise

Liderado por Empreende Aí e Yunus Negócios Sociais, programa de aceleração é gratuito, online e voltado a mulheres empreendedoras de São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro

São Paulo

A Empreende Aí, escola de negócios da periferia para a periferia, em conjunto com unidade de inovação social corporativa da Yunus Negócios Sociais, empresa ligada ao Nobel da Paz Muhammad Yunus, retomam a abertura do programa A.M.E.I (Aceleração de Mulheres Empreendedoras de Impacto), cujo foco é o apoio às mulheres empreendedoras de regiões periféricas de São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro.

As inscrições estão abertas até 1º de setembro via formulário online.

Com patrocínio da Fundação Casas Bahia e do British Council, a segunda edição do programa volta com a premissa de apoiar e fortalecer pequenos e médios negócios de regiões periféricas, liderados por mulheres, mais expostos à ameaça econômica que a Covid-19 passou a representar.

Participantes da edição de 2019 do programa A.M.E.I. (Aceleração de Mulheres Empreendedoras de Impacto)
Participantes da edição de 2019 do programa A.M.E.I. (Aceleração de Mulheres Empreendedoras de Impacto) - Divulgação

Entre as medidas recomendadas para que as respostas ao enfrentamento da crise sanitária e socioeconômica reflitam a dinâmica de gênero estão “estratégias específicas para o empoderamento e recuperação econômica das mulheres”, conforme a orientação da ONU Mulheres.

Com isso, a jornada de formação empreendedora ocorrerá via plataforma virtual entre os meses de setembro e dezembro de 2020. Ao contrário da edição anterior, que selecionou 30 empreendedoras de São Paulo, a edição deste ano abrangerá novos territórios —Rio de Janeiro e Bahia— e selecionará 50 mulheres.

O programa tem por objetivo colocar a periferia como protagonista do desenvolvimento econômico e social local, além de potencializar os talentos das comunidades.

Com a retomada, a iniciativa vai apoiar tanto a mulher que já empreende e precisa repensar o seu modelo negócio diante do novo contexto social e de mercado, quanto a mulher que precisa começar a empreender, seja por estar desempregada ou como opção de uma renda extra.

O diferencial da aceleração é incentivar e ajudar que estes negócios, além de lucrativos, também tenham um desenho de impacto social para que, por meio do modelo do negócio, ele possa transformar seu entorno e comunidade.

Assim como na edição anterior, em 2020 o programa será gratuito. Serão selecionadas 50 empreendedoras. Durante a primeira fase, serão sete módulos de encontros online que tratarão de temas relacionados a negócios, como marketing digital, vendas, gestão de fluxo de caixa, aspectos tributários e eficiência do impacto social.

As participantes também contarão com plataforma de conteúdo exclusivo para aprofundamento das temáticas abordadas.

Este ano, os parceiros e patrocinadores, o British Council e a Fundação Casas Bahia, também participarão ativamente da construção do programa, com metodologia e quando possível incorporarem como fornecedores, parceiros ou clientes qualificados dos negócios acelerados.

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.