Cufa retoma campanha para socorrer mães da favela na segunda onda da pandemia

Iniciativa concorre na Escolha do Leitor em que público poderá, além de votar em suas preferidas, doar para ações de enfrentamento à Covid-19

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São Paulo

“Seu filho chora porque não pode ver os amigos? Os delas choram porque não têm comida”. A nova campanha da Cufa – Central Única das Favelas é cirúrgica ao apontar para a sociedade que mães da favela são as mais vulneráveis nesta pandemia.

Lançado em março, o programa busca reproduzir o alcance que teve em 2020, quando distribuiu 1,3 milhão de cestas básicas, entre R$ 120 e R$ 240 mensais, e 60 mil vales do mesmo valor. A iniciativa Mães da Favela atendeu 5.000 favelas e foi finalista do Prêmio Empreendedor Social do Ano em Resposta à Covid-19.

“Já era difícil para essas mulheres, que são as que mais sofrem as consequências da desigualdade social”, afirma Celso Athayde, fundador da Cufa. “Agora a situação está sem perspectiva”.

Em novembro, ainda que o cenário econômico do país estivesse pessimista, havia esperança de que a vacina chegasse logo para todos. “Agora temos o PIB mais baixo da história, não temos trabalho nem estamos vacinados”, diz o empresário, que também dirige a Favela Holding.

Em 2020, os voluntários, colaboradores e parceiros da Cufa trabalharam, incansavelmente, para suprir as necessidades das comunidades, acreditando que no final do ano a pandemia teria arrefecido.

A segunda onda da Covid-19 e a queda de 90% nas doações, já esperada pela organização, acenderam o sinal vermelho em janeiro. Em um mês, prepararam o relançamento da campanha para todo o país.

Há um ano em intensa rotina para manter a mobilização, já que “não se faz ação humanitária dentro de casa”, Athayde lembra que esse caos é velho conhecido. “Morei seis anos na rua, conheci o [Preto] Zezé lavando carro, esse caos é só mais expressivo que os outros”.

Um dos acertos do Mães da Favela foi transferir renda para as chefes de família e dar a autonomia para que elas determinassem a utilização do recurso. “Ela decide o que é bom para ela”, diz Athayde.

Outra frente do programa foi a implantação de torres de wifi livre e os 500 mil chips que deixaram essas mulheres online. Elas estão conectadas até o mês que vem, mas a Cufa busca parceiros para que “as mães da favela sigam on”.

Organizado pela Central Única das Favelas, projeto Mães da Favela instala torres de wifi livre em favelas atendidas - Marlene Bargamo

Como finalista na categoria Ajuda Humanitária do prêmio, o programa vai à votação popular, concorrendo com outras nove iniciativas na Escolha do Leitor.

O público poderá eleger seu finalista favorito em cada uma das categorias ao longo de três meses, em formato inovador no qual a enquete, no site da Folha, torna-se também plataforma de doação.

COMO VOTAR NA ESCOLHA DO LEITOR

Passo 1 Acesse folha.com/escolhadoleitor2021 e escolha a iniciativa que mais fez seus olhos brilharem

Passo 2 Clique no botão "Quero votar" e aguarde a confirmação

Passo 3 Faça uma doação para uma delas clicando em "Doar agora"

Passo 4 Preencha seus dados, valor da doação e clique em "Enviar"

Os vencedores da Escolha do Leitor, tanto os recordistas de votos quanto os líderes na captação de doações, serão anunciados em um dos eventos de comemoração aos 100 anos do jornal ao longo de 2021.

Athayde diz que o reconhecimento do Mães da Favela no Prêmio Empreendedor Social possibilita saltos maiores para uma organização como a Cufa.

“O prêmio aumenta a nossa reputação e, através dela, podemos ampliar as ações”, afirma. ​

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