Fábrica do Butantan deixa legado de parceria público-privada de impacto social

Iniciativas da Comunitas concorrem na Escolha do Leitor em que público pode, além de votar em suas preferidas, doar para ações de enfrentamento à Covid-19

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São Paulo

No pós-pandemia, projetos públicos desenhados com a iniciativa privada serão essenciais para enfrentar problemas complexos do país. A análise é de Regina Esteves, presidente da Comunitas, que aponta a nova fábrica do Butantan como maior legado de parceria público-privada de impacto social.

“O Butantan precisava de agilidade para construir uma fábrica de vacinas em poucos meses, aproveitando recursos e a expertise da gestão privada”, diz. A Comunitas criou o modelo de governança que atraiu mais de R$ 187 milhões e viabilizou a construção do prédio para produção nacional da Coronavac.

As decisões sobre recebimento de fundos, modelagem jurídica, execução da obra e comunicação são tomadas em comitês temáticos que unem iniciativa privada e setor público. “Empresas estão priorizando projetos em que há governança compartilhada”, diz Esteves.

O modelo, segundo ela, poderia ser aplicado a qualquer desafio social. Por exemplo, para desenvolver uma favela. “No plano diretor, sempre se pensa na exploração imobiliária, não se pensa em alavancar um território vulnerável, algo que exige formação e discussão”, diz Regina.

Ela cita Medellín, na Colômbia, que era um dos principais pontos da rota de tráfico de drogas nos anos 1990. Em 2004, poder público, setor privado e população fizeram um pacto por seu desenvolvimento.

Em 2013, a cidade foi reconhecida como a mais inovadora do mundo, com avanços significativos em educação, reestruturação urbana, diversidade social, ciência e tecnologia. “A cidade rompeu com a desigualdade reunindo todos os setores em sua governança”, afirma Esteves.

Outro exemplo de parceria público-privada para impacto social seria o combate à fome, que alcançou níveis alarmantes na pandemia. “No primeiro momento, é preciso dar alimento”, diz, se referindo à doação de cestas básicas. “Mas depois tem que vir com educação e uma rede de proteção social”, completa.

Nesse sentido, seria fundamental estimular parcerias de interesse social, com empresas que tenham a educação em sua agenda. “Não adianta fazer projeto e doar para a administração pública, é preciso participar”, diz.

Esteves destaca que o acompanhamento do projeto pelo doador pode ser mais eficiente que o próprio recurso. A governança compartilhada favorece a cocriação, unindo o conhecimento de cada ente, e decisões tomadas com mais planejamento e transparência. “O que a sociedade quer é resultado”, afirma.

A fábrica do Butantan, que será entregue em setembro de 2021, se soma às iniciativas de enfrentamento à Covid-19 que levaram Regina Esteves a ser finalista no prêmio Empreendedor Social do Ano.

mulher de terno sorri, na parede ao fundo de madeira
Regina Esteves, diretora da Comunitas, foi finalista do Empreendedor Social do Ano em Resposta à Covid-19 - Renato Stockler

A Comunitas vai à votação popular na categoria Legado Pós-Pandemia, concorrendo com outras nove iniciativas na Escolha do Leitor.

O público poderá eleger seu finalista favorito em cada uma das categorias em formato inovador no qual a enquete, no site da Folha, torna-se também plataforma de doação. Os vencedores, tanto os recordistas de votos quanto os líderes na captação de doações, serão anunciados ao longo de 2021.

COMO VOTAR NA ESCOLHA DO LEITOR

Passo 1 Acesse folha.com/escolhadoleitor2021 e escolha a iniciativa que mais fez seus olhos brilharem

Passo 2 Clique no botão "Quero votar" e aguarde a confirmação

Passo 3 Faça uma doação para uma delas clicando em "Doar agora"

Passo 4 Preencha seus dados, valor da doação e clique em "Enviar"

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