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04/09/2012 - 06h54

Com ou sem fins lucrativos?

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GUSTAVO PIMENTEL

Quando a atitude empreendedora bate à porta e a vontade de mudar o mundo torna-se tão forte que parece inevitável começar um novo empreendimento, surge uma das primeiras dúvidas cruéis: é melhor abrir uma empresa ou uma ONG?
Não existe uma única resposta. Tudo depende de como o empreendedor cria e entrega valor à sociedade.

Empresas nascentes, ou "start-ups", são pequenos grupos de empreendedores à procura de um cliente que pague por um produto ou serviço. São organizações extremamente enxutas, que, para ter sucesso, precisam deter um conhecimento que tenha valor inegável no mercado.

Organizações sem fins lucrativos, conhecidas popularmente como ONGs, são entidades que prestam algum serviço de natureza pública, que entregam valor para a sociedade como um todo, e que, por isso, recebem recursos do governo ou de doadores. Essas organizações, que, no Brasil, podem ser associações ou fundações, não podem, no entanto, distribuir lucros a seus fundadores, que costumam ser remunerados apenas por meio de salários.

Digamos que seu objetivo como empreendedor seja combater a desnutrição nas periferias de grandes cidades brasileiras e que você quer oferecer alimentos mais nutritivos a essas populações.

Se você for um grande conhecedor do processo de produção de alimentos e puder formular e vender produtos altamente competitivos, abra uma empresa.

Por outro lado, se sua habilidade é mais próxima a de um organizador, que poderia, eventualmente, incentivar a criação de hortas orgânicas em diversas comunidades, uma associação pode ser o melhor caminho.

Um exercício útil nessa etapa é listar possíveis clientes para o caso de você abrir uma empresa e fazer outra lista, com potenciais financiadores para uma organização sem fins lucrativos.

Em seguida, converse com alguns desses potenciais clientes e financiadores para entender se eles realmente pagariam pelo seu produto ou serviço. Se você obtiver uma boa resposta dos clientes, acelere a abertura de sua empresa.

Mas, se a melhor reação vier de um governo ou fundação que auxilie organizações sem fins lucrativos, comece a organizar uma ONG, sempre mantendo uma preocupação extra com a transparência na obtenção e utilização de recursos.

Em alguns casos, é possível também vislumbrar um modelo híbrido: se a ONG que você dirige der bons resultados, você poderá, mais tarde, abrir uma empresa para disseminar suas lições como empreendedor social, por meio de cursos e consultorias.

Outra possibilidade é ter uma empresa e administrá-la sempre com os olhos abertos para potenciais financiadores de projetos de inovação social ou sustentável. No Brasil, organizações estatais como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) têm aberto mais possibilidades desse tipo. E ainda existem fundos sociais, como é o caso da Sitawi.

Ou seja, empresas também podem receber recursos para desenvolver soluções por um mundo melhor.

Mãos à obra!

LEIA TAMBÉM: Para captar recursos, entregue alfa

Gustavo Pimentel é sócio da Dinamus Inovação Sustentabilidade e Negócios, representante do Business Call to Action no Brasil www.businesscalltoaction.org e ex-aluno da IE Business School.
gustavo@dinamusconsultoria.com.br


 
Patrocínio: Coca-Cola Brasil e Portal da Indústria; Transportadora Oficial: LATAM; Parceria Estratégica: UOL, ESPM, Insper e Fundação Dom Cabral
 

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