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Como posso ajudar quem mais precisa em meio à crise do coronavírus

Veja entidades que buscam contribuições para a compra de respiradores a máscaras e bancos de sangue que precisam de doadores

São Paulo

Organizações do terceiro setor estão se mobilizando para captar recursos para a área de saúde e equipamentos para hospitais, além de promover campanhas de doação para dar suporte a grupos mais vulneráveis ao coronavírus.

“Todos querem ajudar e não sabem bem como, então começamos a trocar ideias com pessoas conhecidas para montar uma lista de iniciativas e organizações que podem fazer diferença nas favelas e periferias do Brasil neste momento”, afirma o cineasta Fernando Grostein Andrade, sócio da produtora Spray Filmes e da plataforma Quebrando o Tabu, que também vai compartilhar informações colhidas em conjunto e checadas pela Folha.

Neste momento, também é uma contribuição importante doar sangue, já que os hemocentros do país passam por momento de dificuldade, com a redução no número de doadores e a baixa dos estoques.

A seguir, veja como ajudar.

Para doar dinheiro

Fundo Emergencial para a Saúde

Nesta segunda-feira (23), será formalmente criado o Fundo Emergencial para a Saúde - Coronavírus Brasil instituído por três entidades: Idis (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), Movimento Bem Maior e BSocial para captar doações por meio da plataforma https://www.bsocial.com.br/causa/fundo-emergencial-para-a-saude-coronavirus-brasil/doar.

Inicialmente, foram selecionados como beneficiários do fundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo , o Hospital das Clínicas, a Santa Casa de São Paulo e a ONG Comunitas, que atua em causas públicas.

Os recursos captados serão revertidos na compra de equipamentos hospitalares e para UTIs, em testes para diagnóstico da Covid-19, materiais de proteção para médicos e enfermeiras e medicamentos.

“Estamos também soltando uma nota pública para convocar grandes investidores privados e filantropos a doarem recursos para apoiar o combate à pandemia, atuando em duas frentes, com organizações cadastradas e o fundo, um mecanismo para fazer o dinheiro chegar à ponta”, explica Paula Fabiani, do Idis.

As doações em dinheiro também podem ser feitas por meio da conta da administradora do fundo, a SITAWI Finanças do Bem (Itaú, ag. 0413, c/c 16266-0 - CNPJ/MF sob nº 09.607.915/0001-34).

Respiradores para o SUS

Nos últimos cinco dias, em mobilização própria, a ONG Comunitas levantou R$ 23 milhões para a compra de cerca 345 respiradores para hospitais públicos de São Paulo. A meta inicial foi batida nesta segunda-feira (23), com o objetivo de prover equipamentos para ventilação mecânica de pacientes internados em UTIs.

“Estamos fazendo mobilização de recursos financeiros após trabalhar em conjunto com o governo para garantir a estrutura de implementação dos equipamentos em hospitais do SUS e pesquisa sobre a disponibilidade de aparelhos no mercado”, afirma Regina Esteves, presidente da Comunitas.

A empreendedora social montou a operação com apoio técnico do hospital A.C Camargo que deu suporte para identificar as unidade de saúde com capacidade para receber e operar com novos respiradores, essenciais para tentar evitar o colapso no sistema de saúde no pico da pandemia no país.

A mobilização contou com a adesão de grandes empresários e cidadãos comuns que fizeram doações como pessoas físicas e aderiram à causa de fortalecer o SUS com aporte também de investimentos privados. “É importante trabalhar como política pública para não desperdiçar recursos e ser efetivo e eficiente”, diz Regina.

A Comunitas está modulando o mesmo arranjo para ser replicado no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Quem quiser ajudar, pode acessar a campanha via WhatsApp e redes sociais pelo link https://whats.link/300respiradores.

Financiamentos coletivos

A estratégia de captação de recursos via plataformas de crowdfunding é utilizada por ONGs, movimentos e entidades que atuam com populações vulneráveis.

Uma das primeiras iniciativas é capitaneada pelo Instituto Phi, Ekloos e Banco da Providência, que lançaram neste fim de semana o hot site https://www.riocontracorona.org.

A campanha Rio Contra Carona vai arrecadar dinheiro pela conta do Phi, que repassará os recursos para o Banco da Providência, responsável pelas compras de material de limpeza e cestas básicas para distribuição em comunidades e favelas cariocas.

À Ekools caberá a articulação com ONGs locais para fazer as doações chegarem aos beneficiários.

“O principal agora é fortalecer quem está na ponta para atender as famílias com alta vulnerabilidade social, que precisam de informação e o mínimo para se protegerem, com máscara, álcool em gel, material de limpeza, sabonete líquido”, afirma Luiza Serpa, fundadora do Phi.

A pandemia é uma ameaça maior em comunidades que lidam com a falta de água, essencial para higienização para evitar a proliferação do coronavírus. Luiza cita parte do Complexo do Alemão e Chatuba, em Mesquita, como localidades críticas. “Estão ali em situação precária cerca de 50 mil pessoas, que acabaram de sobreviver às enchentes do Rio de Janeiro.”

Os dados para contribuição são: Instituto Phi/ Banco Itaú/ Agência:0726/Conta corrente: 07246-5/

CNPJ:19.570.828/0002-94.

A Central Única das Favela lançou uma vaquinha virtual Ajude a Cufa a Ampliar seu Combate ao Coronavírus (http://vaka.me/953041).

Campanhas de financiamento coletivo também foram lançadas para apoiar ações em São Paulo e no Recife: Ajudar São Paulo Contra o Coronavírus (vaka.me/938430) e Ajude as ONGs do Recife (benfeitoria.com/ONGSREC).

O G10 das Favelas, grupo que reúne lideranças de comunidades como Paraisópolis e Rocinha, lançou campanhas virtuais de apoio às comunidades que integram o movimento. A G-10 – Apoie Paraisópolis a combater o coronavirus está hospedada em: https://www.esolidar.com/crowdfunding/detail/3-g10-apoie-paraisopolis-a-combater-o-corona-virus?lang=br.

A ideia é angariar recursos para construir um hospital de campanha na região e também para montar alojamentos especiais para abrigar idosos que precisam de isolamento. Para proteger o grupo mais vulnerável, a Associação de Moradores de Paraisópolis pretende alugar casas no bairro vizinho, o Morumbi, para servir de abrigo durante a pandemia.

Outra campanha com foco na periferia é a #JuntosNaLutaContraOCoronavírus, do Voluntariado Einstein. A equipe busca arrecadar R$ 300 mil, o suficiente para entregar 50 mil kits com sabonetes, escova e pasta de dente para as famílias do Campo Limpo e da Vila Andrade, comunidades na capital paulista.

Essa população é assistida pelas 13 Unidades Básicas de Saúde (UBS), administradas pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. Os kits serão distribuídos por meio dos agentes comunitários de saúde.

Os dados para doação são: Banco Safra/Agência: 0093/Conta corrente: 104529-1/CNPJ: 60.765.823/0001-30

Também em São Paulo, o Hospital das Clínicas da USP lançou a campanha #VemPraGuerra, que conta com a sociedade civil para levantar R$ 10 milhões até o dia 2 de abril. Até esta terça-feira (24), já foram arrecadados R$ 956 mil, 9% da meta.

A iniciativa não é de forma alguma ligada ao governo. Com o dinheiro angariado, a equipe do hospital irá comprar máscaras cirúrgicas, máscaras N95, álcool gel, aventais, toucas descartáveis e máquinas de raio-X portáteis.

As doações devem ser feitas exclusivamente pela plataforma Charidy, que não cobrará taxas na transferência do dinheiro.

Em Belo Horizonte, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o Instituto dos Advogados de Minas Gerais e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), inicia nesta terça-feira (24) uma campanha de financiamento coletivo que busca arrecadar recursos para aquisição de medicamentos, insumos, equipamentos e serviços destinados aos hospitais de Clínicas da UFMG, Risoleta Tolentino Neves e UPA Centro-Sul.

O montante arrecado será gerido pela Fundep e utilizado no atendimento das vítimas diagnosticadas com Covid-19, síndromes respiratórias agudas e demais emergências.

Interessados em contribuir poderão transferir qualquer valor para Banco do Brasil (001)/Agência: 1615-2/Conta corrente 960.419-7.

Quem desejar doar bens ou equipamentos poderá entrar em contato com a Diretoria de Relações Institucionais da UFMG por meio do telefone: (31) 3409-5555 ou pelo email gab@copi.ufmg.br.

A Ame Digital, em parceria com a ONG Ação da Cidadania, Médicos Sem Fronteira e a Cruz Vermelha, promove campanha para arrecadação de fundos que serão revertidos em doações a comunidades impactadas pelo Covid-19 no Brasil.

A Ame dará 50% de cashback para quem doar pelo aplicativo, com limite máximo de R$ 15 de cashback por usuário. Os valores serão destinados a ações emergenciais, compra de cestas básicas e atendimento preventivo.

A iniciativa faz parte do movimento #AmeFazerSuaParte, que tem o objetivo de incentivar a sociedade a pensar coletivamente em prol do bem comum durante o combate ao Covid-19.

Para doar, basta acessar a aba de doações do site ou do aplicativo, que fica dentro de “transações”, clicar em uma das três instituições participantes (Ação da Cidadania, Médicos Sem Fronteiras e Cruz Vermelha) e escolher o valor a ser doado.

A ONG Ação da Cidadania está, em parceria com o Movimento Bem Maior e a plataforma de crowdfunding Benfeitoria, arrecadando doações que serão revertidas em cestas com alimentos não perecíveis e materiais de higiene para os trabalhadores e famílias impactados pelo novo coronavírus e que estão, neste momento, sem qualquer possibilidade de geração de renda.

Com parcerias com empresas como iFood e AME Digital, a Ação da Cidadania já está engajada na distribuição de alimentos desde as chuvas no sudeste onde distribuiu quase 400 toneladas de alimentos no RJ, SP e MG, e segue agora com entregas para as vítimas econômicas e sociais da pandemia. A primeira entrega foi no Rio de Janeiro, de 40 toneladas de cestas com alimentos não perecíveis, nesta quarta-feira (25).

A Fundação Tide Setubal remodelou seu Matchfunding Enfrente para destinar recursos a projetos periféricos que combatam a pandemia do Covid-19 em regiões vulneráveis.

O programa de financiamento coletivo é feito em parceria com a plataforma Benfeitoria e destinará R$ 4 milhões para que iniciativas de periferias brasileiras tirem do papel soluções para enfrentar o novo coronavírus nestes territórios. Serão aportados R$ 20 mil em cada iniciativa que conseguir alcançar a meta de R$ 10 mil pela mobilização de seus parceiros e sociedade. Qualquer pessoa pode doar qualquer valor para o crowdfunding, feito de forma exclusivamente online.

Mobilização da Rede Folha

Os 112 integrantes da Rede Folha de Empreendedores Socioambientais estão buscando formas de ampliar suas ações durante a pandemia e participando de articulações para minimizar os impacto nas operações das 99 ONGs e negócios sociais que a compõem.

Fábio Bibancos, fundador da Turma do Bem, levou sugestões às secretarias de Desenvolvimento Social e Desenvolvimento Econômico de São Paulo para “salvar o terceiro setor”. “Projetos não serão realizados e as prestações de resultados ficarão comprometidos”, teme.

Entre as propostas, está a isenção de impostos para Organizações sociais nos próximos meses de pandemia. “Precisamos de crédito para fluxo de caixa, manter as contratações e contas mensais com longa carência, menos burocracia e juros mínimos”, acrescentou Marianne Costa, da Vivejar.

Foi criado o Portal do Impacto Coronavírus (http://conteudo.phomenta.com.br/coronavirus), plataforma gratuita para compartilhar informações sobre os impactos da pandemia nas ONGs brasileiras.

Além da sobrevivência no curto prazo de suas organizações, os empreendedores sociais são elos importantes na cadeia de prevenção e atendimento às vítimas do coronarívus, principalmente junto às populações mais vulneráveis.

É o caso da Redes da Maré, que lançou campanha de arrecadação para socorrer os 140 mil moradores das 16 comunidades que compõe o complexo de favelas do Rio de Janeiro.

“Os desafios estão postos em função da demanda de fazer isolamento em condições sanitárias e de moradias adversas e um sistema precário de saúde”, ressalta Eliana Souza, fundadora da Redes da Maré.

Eliana lembra que as ONGs já trabalham ali para tentar suprir demandas que o Estado não supriu e fazer com que direito básicos cheguem à comunidade para que os moradores não se contaminem.

Segundo Censo Maré, realizado pela Redes, 9% dos moradores (cerca de 13 mil pessoas) estão em situação de extrema pobreza. Pelo levantamento, há 10.262 habitantes maiores de 60 anos nas 16 favelas. Desses, apenas 7,3% têm acesso a algum serviço privado de saúde.

Para colaborar, pode-se acessar o site http://redesdamare.org.br/br/artigo/86/coronavirus-entenda-como-voce-pode-ajudar-a-mare ou contribuir diretamente na conta da Associação Redes de Desenvolvimento da Maré no banco Itaú (agência: 0023/ conta corrente: 54338-2 / CNPJ: 08934089/0001-75)

Uma outra linha de mobilização dentro da Rede Folha é para a confecção de máscaras. Valdeci Ferreira, presidente da Fbac (Fraternidade Brasileira de Apoio aos Condenados), relata o trabalho dentro de um dos presídios humanizados mantidos pela entidade.

Na Apac (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) Feminina de Frutal (MG), presas na unidade estão confeccionando máscaras para hospitais da cidade. “É uma forma de contribuir com esse momento e aproveitar para despertar em nossas recuperandas o sentimento de empatia e solidariedade”, diz Ferreira.

A empreendedora social Raquel Barros, finalista do prêmio em 2008, também está usando o projeto Conexão Musas, que acolhe mulheres vítimas de violência, para produzir máscaras para a população de rua das cracolândias de São Paulo, Sorocaba​, Campinas e São Jose dos Campos.

“Nossos grupos de mulheres estão oferecendo suas habilidades para fazer máscaras caseiras, de tecidos, para serem entregues nos abrigos e em locais onde pessoas mais vulneráveis”, explica Raquel.

Eles necessitam de doação de tecidos, como tricoline, TNT e brim, elásticos e saquinhos plásticos. Pedem auxílio também para esterilizar o material após a confecção. O contato para doação é pelo telefone (015)- 981328103 ou pelo e-mail raquelbarroslua@gmail.com.

Também integra a Rede Folha o Atados, organização que mobiliza pessoas para realizar trabalhos voluntários. Junto à Medley, trouxeram para o Brasil o Vizinho Amigo, movimento português que une jovens para ajudar pessoas que fazem parte dos grupos de risco do coronavírus.

Para ser voluntário, o interessado não pode: ter viajado para fora do país nos últimos 14 dias; ter nenhum sintoma da doença, como coriza, tosse, febre etc.; ter tido contato com alguém diagnosticado com Covid-19 nos últimos 14 dias. Além disso, deve estar praticando o distanciamento social.

Interessados devem estar inscritos na plataforma do Atados no Brasil para se inscrever no Vizinho Amigo. Já aqueles que precisam da ajuda do movimento devem preencher o formulário com as informações essenciais.

A ideia é mobilizar voluntários para ajudar pessoas que se encaixam no grupo de risco do coronavírus com suas tarefas diárias, como ida ao mercado, farmácia e passeio com os pets.

Se você quer ajudar quem não pode sair de casa ou precisa de ajuda neste momento, acesse www.atados.com.br/vizinhoamigo.

A Gastromotiva, negócio de impacto em alimentação que levou seu fundador David Hertz à vitória do primeiro Prêmio Empreendedor Social de Futuro, está na liderança de duas iniciativas para colocar comida na mesa dos que mais precisam.​

A primeira é a redistribuição de todas as doações de alimentos que receberem para 13 associações parceiras que realizam refeições solidárias mas estão com as atividades suspensas por conta do Covid-19.

Interessados em ajudar devem doar os alimentos no Refettorio Gastromotiva, na rua da Lapa, 108, Rio de Janeiro, de segunda a sexta-feira entre 8h e 20h

Outras iniciativas

Uma série de iniciativas começa a ganhar corpo em todo o Brasil. Segue uma lista preliminar que será atualizada diariamente.

A Aventura de Construir (ADC) criou Fundo Emergencial destinado a auxiliar microempreendedores nas periferias de São Paulo, priorizando os casos de maior vulnerabilidade e necessidade.

Dados para colaboração:
Associação Aventura de Construir
Conta corrente 13005699-5
Banco Santander, agência 0154
CNPJ 23.417.416/0001-05
https://aventuradeconstruir.org.br/doar-agora/

A Voz das Comunidades lançou a campanha Pandemia com Empatia.

Dados para colaboração:
ONG Voz das Comunidades
Caixa Econômica Federal
Ag: 0198
Conta-Corrente: 3021-2 – Operação: 3
CNPJ: 21.317.767/0001-19
Email: contato@vozdascomunidades.com.br
WhatsApp: 021 – 96463-2334

Campanha Adote uma Favela pede ajuda para não deixar sucumbir diversas atividades. O link da campanha: https://www.kickante.com.br/campanhas/adote-uma-favela

O movimento Rocinha contra o Corona Virus pede doações com urgência de água sanitária, sabão em barra, álcool em gel, cesta básica e água mineral.Contatos, via Instagram: @rocinharesiste ou @rocinhacontraocoronaWhatsApp: 21- 97960-4495

​Campanha por Renda Básica Emergencial para enfrentar o coronavírus Um grupo de mais de 50 organizações e movimentos lançou uma campanha pela implementação com urgência de um programa de Renda Básica Emergencial para ajudar famílias brasileiras a lidar com os impactos da crise do coronavírus.

A proposta é apoiar por seis, com um valor de R$300 mensais per capita, todos os brasileiros e brasileiras que têm renda familiar inferior a três salários mínimos, as 77 milhões de pessoas mais pobres do país. Site: www.rendabasica.org.br.

Em parceria com o Instituto sabin, entidade formalizadora de projetos sociais, o Phomenta, negócio social que leva educação em gestão e inovação a ONGs, criou o “Portal do Impacto - Coronavírus”.

A plataforma dispõe de uma série de conteúdos e soluções práticas, que contribuem com o trabalho dentro e fora das organizações não governamentais brasileiras. Por meio de vídeos, podcasts, artigos, lives, informativos com dicas e curadorias de especialistas, o espaço está auxiliando dirigentes a definirem novas estratégias de atuação e gestão diante dos desafios impostos ao terceiro setor pelo Covid-19.

O Unicef Brasil está fazendo a ponte entre empresas que querem doar itens de saúde e higiene e as comunidades mais vulneráveis em todo o país.

Está focando esforços, também, na disseminação de informações confiáveis para a população, em especial famílias com crianças. E está trabalhando com governos nos níveis federal, estadual e municipal, empresas e sociedade civil para mitigar o impacto da crise e garantir a continuidade dos serviços essenciais –saúde, educação, assistência social e proteção contra a violência– , adaptados à nova realidade.

Todo o trabalho do Unicef depende de doações de pessoas físicas e empresas, que podem ser feitos pelo site ou pelo telefone 0800 605 2020.

Para tornar mais acessível a conexão de pessoas que precisam de ajuda com aqueles que desejam ajudar, o Helpie, plataforma digital que conecta consumidores e fornecedores de serviços de qualquer natureza por meio de web e aplicativos móveis, criou uma seção para oferta de ações voluntárias para pessoas do grupo de risco e também aos que precisam de orientações sobre como agir nesse momento de isolamento social.

Na nova opção “Voluntário Digital”, pensada exclusivamente para o período de quarentena, o interessado pode cadastrar uma forma de colaborar individualmente com alguém, seja para um bate-papo emocional por telefone, dar apoio logístico para os idosos que não podem sair de casa, fazer pequenos reparos, ou até oferecer orientações sobre como convencer amigos e familiares a levarem a sério as medidas de isolamento social e higienização.

Para doar sangue

Fundação Pró-Sangue

Depois de a imprensa divulgar que o estoque de sangue da fundação estava baixo, muitas pessoas compareceram aos postos de doação, e o banco foi normalizado.

Mesmo assim, a instituição pede aos doadores que continuem fazendo seus agendamentos, para que a estabilidade das doações seja mantida. Agora, só há vagas para o mês de abril.

Para doar, é preciso mandar um email para agendamento@prosangue.sp.gov.br e aguardar o retorno com confirmação de dia e horário.

No momento, a Pró-Sangue está atendendo em dois postos na cidade de São Paulo, o das Clínicas ( av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 155, 1º andar, Cerqueira César) e o do Mandaqui ( r. Voluntários da Pátria, 4227, Mandaqui), e um em Osasco ( R. Ari Barroso, 355, Presidente Altino).

Para mais informações, ligue para (11) 4573-7800 ou acesse prosangue.sp.gov.br.

Hemocentro do Hospital São Paulo

O hemocentro, que pertence a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), está com estoque mínimo, suficiente para atender somente a demanda desta terça (24).

Os atendimentos devem ser agendados previamente pelo telefone (11) 5576-4240 (discar a opção 1), de segunda a sexta-feira das 8h às 17h30.

O hemocentro fica na r.​ Diogo de Faria, 824, Vila Clementino (zona sul de São Paulo).

Hemominas

Antes da chegada da Covid-19 ao Brasil, todas as unidades da Fundação Hemominas, em Minas Gerais, já estavam recebendo menos doações de sangue, por conta de feriados prolongadas e das fortes chuvas que atingiram o estado.

Hoje, os estoques dos tipos sanguíneos O+, O-, A+, A- e AB- estão ​em estado de alerta, o que significa que são suficientes para mais cinco dias. Para doar, é preciso fazer um agendamento prévio pelo site, pelo MG App (aplicativo do governo de Minas Gerais, disponível para sistemas Android e iOS) ou pelo telefone 155 (discar opção 1).

A Hemominas tem unidades nas cidades de Belo Horizonte, Além Paraíba, Betim, Diamantina, Divinópolis, Governador Valadare, Ituiutaba, Juiz de Fora, Manhuaçu, Montes Claros, Passos, Patos de Minas, Ponte Nova, Pouso Alegre, Poços de Caldas, Sete Lagoas, São João Del Rei, Uberaba e Uberlândia.​

Acesse hemominas.mg.gov.br para mais informações.

Hemorio

O hemocentro coordenador da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro registrou queda de 50% do número de doadores na última semana.

Para fazer a doação, só é preciso ir até o Hemorio, que fica na r. Frei Caneca, 8, Centro (ao lado do Hospital Municipal Souza Aguiar).

Mais informações pelo site hemorio.rj.gov.br ou pelo telefone 0800 2820708.

Requisitos para doar sangue

  • Estar em boas condições de saúde;

  • Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos;

  • Pesar no mínimo 50kg;

  • Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas);

  • Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação);

  • Apresentar documento original com foto recente, que permita a identificação do candidato emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social, Carteira Nacional de Habilitação e RNE-Registro Nacional de Estrangeiro).

Há ainda alguns impeditivos para a doação, como estar resfriado ou ter feito tatuagem no último ano.

Segundo norma técnica publicada recentemente pelo Ministério da Saúde, candidatos que tiveram contato no último mês com pessoas infectadas pelo novo coronavírus ou que possam estar com a doença não podem doar sangue por 30 dias, após o último contato com esse paciente.

Quem teve Covid-19 é considerado inapto para doar por um período de 90 dias, após recuperação clínica completa. ​

Para doar empatia

Se você é jovem e está saudável:

  1. Faça compras de supermercado ou na farmácia para vizinhos que não podem sair de casa;
  2. Cozinhe para quem está doente ou isolado. Tome todos os cuidados na entrega e retirada da bandeja e de objetos;
  3. Converse, por áudio ou vídeo, com quem se sente solitário;
  4. Combata fake news direcionando as pessoas para sites com fontes confiáveis;
  5. Ofereça aulas online de alguma habilidade sua: tocar um instrumento, fazer drinques, falar italiano, meditar etc.;
  6. Continue pagando os funcionários que dependem de você (diarista, personal trainer e professor particular, por exemplo)
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