Empresas e pesquisadores criam sistema de dados para combater coronavírus

Iniciativa busca monitorar, por exemplo, deslocamentos, o que pode ajudar a estancar disseminação do vírus

São Paulo

Um grupo de empresas, como Serasa Experian e Amazon, pesquisadores da USP e um braço da ONU lançará plataforma com novos dados para ajudar a combater o covid-19 no Brasil --e também auxiliar na retomada econômica.

Chamado de Covid Radar, a plataforma contará, por exemplo, com informações sobre os deslocamentos de pessoas no país, o que permite entender como a doença pode se espalhar. Nesse caso, a ideia é usar dados emitidos pelos telefones celulares.

Essas informações são anonimizadas, ou seja, não se sabe a identidade desses usuários. O que importa é entender o padrão de deslocamentos no Brasil. Quando identificada uma região crítica em número de casos, é possível saber para onde pessoas dessa área costumam ir, ajudando no combate à propagação da doença.

O sistema buscará também mostrar locais onde o sistema hospitalar está mais saturado ou quais regiões já estão liberadas (o que ajuda os empresários em tomadas de decisões).

“O que temos é um sistema para prover para as organizações de saúde, e organizações interessadas, meio de analisar e entender onde, como e quando a epidemia se propaga por bairros, cidades e municípios”, disse Marcelo Pimenta, líder do Data Lab do Serasa Experian, participante da iniciativa.

“Esta capacidade é fundamental para isolar casos, planejar quarentenas, avaliar a eficiência de confinamentos ou outras medidas de contenção.”

Os parceiros têm diferentes papéis no consórcio. Serasa Experian provê dados; Amazon, armazenamento e processamento de dados; Instituto de Matemática da USP, modelos epidemiológicos; Instituto de Biologia da USP, modelos de propagação; Pacto Global da ONU (Brasil), governança, entre outros.

A iniciativa, sem fins comerciais, está aberta para novos parceiros. Na próxima semana deverá entrar no ar a primeira fase da plataforma, com dados de São Paulo e Rio

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.