Outras gripes mataram mais do que coronavírus, diz Bolsonaro

Brasil tem 52 pessoas infectadas; no mundo já são mais de 120 mil casos confirmados

Brasília

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quarta-feira (11) que "outras gripes" mataram mais do que o coronavírus.

"Vou ligar para o [ministro da Saúde, Luiz Henrique] Mandetta. Eu não sou médico, não sou infectologista. O que eu ouvi até o momento [é que] outras gripes mataram mais do que esta", declarou Bolsonaro, ao chegar no Palácio da Alvorada.

O presidente foi perguntado sobre o fato de a OMS (Organização Mundial da Saúde) ter declarado que existe uma situação de pandemia em relação ao coronavírus.

Ao ser questionado sobre a decisão da OMS, Bolsonaro disse: "nível máximo".

O Brasil já soma 52 casos confirmados do novo coronavírus. Os dados são de plataforma do Ministério da Saúde atualizada com dados até o início da tarde desta quarta-feira (11).

Entre as novas confirmações, 11 ocorreram em São Paulo, cinco no Rio de Janeiro, uma no Rio Grande do Sul e outra no Distrito Federal.  

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro - Marco Bello/Reuters

Com a atualização, ao menos sete estados e o Distrito Federal já têm registros do covid-19. O maior número ocorre em São Paulo, onde há 19 casos confirmados até o momento.

Para o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a organização demorou a reconhecer o cenário.

Em declarações anteriores, Bolsonaro disse que o vírus estava sendo "superdimensionado".

"Durante o ano que se passou, obviamente, temos momentos de crise. Muito do que tem ali é muito mais fantasia, a questão do coronavírus, que não é isso tudo que a grande mídia propaga. Alguns da imprensa conseguiram fazer de uma crise a queda do preço do petróleo", afirmou o presidente na terça-feira (10), durante viagem aos Estados Unidos.

"Obviamente a queda drástica da Bolsa de Valores no mundo todo tem a ver com a queda do petróleo que despencou, se não me engano, 30%", declarou Bolsonaro, na segunda (9). "Tem a questão do coronavírus também que, no meu entender, está superdimensionado, o poder destruidor desse vírus. Então talvez esteja sendo potencializado até por questão econômica, mas acredito que o Brasil, não é que vai dar certo, já deu certo", acrescentou, no mesmo dia.

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