Descrição de chapéu Coronavírus

Brasil passa de 10 mil mortes por coronavírus com 730 novos registros nas últimas 24 h

País é o sexto com mais mortes causadas pela Covid-19 no mundo; número total de casos confirmados é de 155.939

Brasília e São Paulo

O Brasil ultrapassou a marca de 10 mil mortos pela Covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados neste sábado (9). Com 730 novos registros de óbitos causados pela doença nas últimas 24 horas, o número total de mortes confirmadas oficialmente é de 10.627.

O país é o sexto em número de mortes no mundo todo, de acordo com a plataforma da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, que faz o acompanhamento dos da pandemia.

Os casos de infectados pelo novo coronavírus no Brasil somam 155.939. Neste sábado, foram incluídos mais 10.611 novos registros a essa lista.

Os novos óbitos anunciados, porém, não necessariamente ocorreram nas últimas 24 horas —há um intervalo de tempo entre o registro do óbitos e a confirmação da infecção por coronavírus.

O segundo dia seguido com número de mortes acima de 700 foi registrado em um final de semana, quando o próprio Ministério da Saúde ressalva que as equipes nos estados e municípios trabalham em quantidade reduzida e por isso menos testes de coronavírus são aplicados.

O número de mortes divulgado na sexta (8) foi o último recorde diário do país —751 óbitos registrados em 24 horas. No mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro fez ironias sobre a realização de um churrasco no Palácio da Alvorada neste sábado (9) e chegou a falar em 3.000 convidados.

De acordo com aliados do presidente ouvidos reservadamente, ele decidiu cancelar o convite que havia sido feito a ministros e outros integrantes do governo. A repercussão negativiva teria pesado em sua decisão.

Os números da pandemia no Brasil levaram o Congresso Nacional a decretar luto de três dias. Horas depois, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, seguiu a mesma linha e também decretou três dias de luto em homenagem às vítimas do novo coronavírus.

Neste sábado (9), a Bandeira Nacional será hasteada a meio-mastro diante do Congresso, onde acontece uma manifestação a favor de Bolsonaro. Toffoli fez o mesmo e também determinou que a bandeira do Brasil em frente à corte fique hasteada a meio-mastro, além ter proibido que haja qualquer celebração na instituição nesse período.

Pelo ato assinado pelos presidentes do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), "ficam proibidas quaisquer celebrações, comemorações ou festividades, no âmbito do Congresso Nacional, enquanto durar o luto".

São Paulo é o estado com o maior número de mortes (3.608) e casos confirmados da doença (44.411). Em seguida aparece o Rio de Janeiro, com 1.653 óbitos e 16.929 casos de covid-19. O Ceará, terceiro estado mais afetado pela pandemia no país, tem 1.062 mortes e 15.879 pessoas que já foram infectadas pelo vírus.

Em Pernambuco, são 972 mortes e 12.470 infecções. O Amazonas, estado que enfrenta dificuldades para receber novos doentes no sistema de saúde, tem 962 óbitos e 11.925 casos de Covid-19.

Até o dia 7 de maio, pelo menos 4 estados registravam ocupação dos leitos de UTI maior do que 90%: Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará e Roraima. São Luís e Belém também registram uso da capacidade das UTIs superior a 90%.

O marco de 10 mil mortes pelo novo coronavírus no país vem em um momento em que alguns estados começam a reabrir o comércio ou flexibilizar decretos de isolamento social, enquanto outros estendem a quarentena obrigatória por mais tempo e analisam medidas mais duras, como o "lockdown" (bloqueio total).

Governadores vêm sendo pressionados por empresários e prefeitos pela reabertura devido ao impacto das restrições de atividades na economia. O presidente Bolsonaro também têm defendido a retomada dos negócios.

Em São Paulo, estado com os piores números da doença, o governador João Doria prorrogou a quarentena obrigatória até o dia 31 de maio. Prefeitos do interior do estado se opuseram à decisão. O prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), foi à Justiça para tentar reabrir o comércio nas últimas semanas e classificou a decisão como decepcionante.​

Em Santa Catarina, onde o comércio é reaberto progressivamente em algumas cidades desde o começo de abril, o número de infectados cresceu 173% no primeiro mês de flexibilização.

Em São Luís, a Justiça decretou o "lockdown", que começou na terça-feira (5).

Segundo especialistas, os números reais no Brasil devem ser maiores, já que há baixa oferta de testes no país e subnotificação.

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