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Brasil tem 656 mortes em 24 horas por Covid-19

País soma 1,6 milhão de infectados e 65,6 mil mortos, saldo similar ao de homicídios em ano recorde de violência

São Paulo

O Brasil já contabiliza 1.626.071 pessoas infectadas com a Covid-19 e um total de 65.556 óbitos devido à pandemia. Nesta segunda (6), foram registradas 656 novas mortes e 21.486 infectados.

Com isso, o total registrado de mortes decorrentes do novo coronavírus no Brasil em cerca de quatro meses se aproxima do pior saldo anual de outra epidemia no país, a dos homicídios. Em 2017, ano de recorde, o Brasil registrou 65.602 assassinatos, segundo o Atlas da Violência, publicação que toma como base dados do Ministério da Saúde.

Levando em conta que há defasagem nos números registrados às segundas-feiras por causa das escalas reduzidas de plantões nas secretarias e outros indícios de subnotificação, o saldo letal da Covid-19 é provavelmente maior.

Os números sobre o coronavírus foram compilados pelo consórcio entre Folha, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo, G1 e UOL, em balanço divulgado às 20h desta segunda-feira (22). O levantamento é feito com a coleta de dados das Secretarias de Saúde dos estados.

Próximo de completar quatro meses na pandemia, o Brasil tem uma taxa de 30 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos e está cinco semanas adiante na pandemia, e o Reino Unido, que está em sua décima nona semana, têm 39 e 66 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 3,3 mortes por 100 mil habitantes.

A comparação com os outros países é feita levando em consideração os dados consolidados pela Universidade Johns Hopkins, dos EUA. Até esta sexta, a instituição contabilizava mais de 11 milhões de casos do novo coronavírus em todo mundo e 536 mil mortes.

A iniciativa do consórcio de veículos de compilar e divulgar os dados sobre Covid-19 é uma resposta a atitudes recentes do governo Jair Bolsonaro, que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins, retirou informações do ar, deixou de divulgar totais de casos e mortes e divulgou informações conflitantes.

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