Descrição de chapéu Coronavírus

Pacientes de Rondônia chegam a RS e PR para tratar Covid-19

Colapso do sistema de saúde no estado nortista exigiu transferência para outras unidades da federação

Porto Alegre

O Rio Grande do Sul e o Paraná já receberam os primeiros pacientes com Covid-19 transferidos de Rondônia. Com o sistema de saúde em colapso e a falta de leitos de UTI, o estado nortista precisou transferir pacientes para outras unidades da federação.

No Rio Grande do Sul, os pacientes chegaram em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) e desembarcaram no aeroporto de Porto Alegre. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), nove pacientes chegaram na madrugada. A rede de saúde gaúcha, entretanto, tem capacidade para receber 50 pacientes de Rondônia.

Eles ocuparão leitos de enfermaria e ficarão isolados. Os nove pacientes têm entre 49 e 71 anos de idade e passaram por uma triagem, sendo encaminhados para o Hospital de Clínicas e o Hospital Nossa Senhora da Conceição, ambos na capital.

Outras 20 pessoas devem chegar no Rio Grande do Sul na madrugada de quinta-feira (28) e uma nova leva de pacientes pode chegar até sexta-feira (29), segundo o governo de Eduardo Leite (PSDB).

Rio Grande do Sul recebe primeiros pacientes de Covid-19 transferidos de Rondônia. Crédito: Felipe Dalla Valle/ Palácio Piratini - Felipe Dalla Valle/ Palácio Piratini

Inicialmente, o estado aguardava 15 pacientes ainda na terça-feira (26). Porém, quatro desistiram por motivos pessoais e dois tiveram seus quadros de saúde agravados. Os outros nove chegaram na madrugada desta quarta.

No Paraná, Curitiba recebeu 13 pacientes, com idades entre 21 e 79 anos, na madrugada de terça.

Rondônia vive uma escalada de novos casos e de hospitalizações de pacientes com a Covid-19. Com cerca de 1,7 milhão de habitantes, o estado registrou cerca de 117,2 mil casos da Covid-19, com 2.111 mortes pela doença desde o início da epidemia.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a ocupação de leitos de UTI estava em 100% na última segunda-feira (25). Os leitos clínicos, destinados a pacientes com menos gravidade, estavam com 71% de ocupação.

Além do avanço de casos no próprio estado, Rondônia também teve o seu sistema de saúde pressionado por pacientes de outros estados, principalmente do Amazonas, que vive uma situação de colapso.

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