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Oito estádios da Copa podem ficar fora da elite do futebol russo

País já planeja como utilizar arenas após o Mundial, mesmo sem equipes de ponta

Fábio Aleixo
Nijni Novgorod

As três principais divisões do Campeonato Russo ainda estão em andamento, e há brigas acirradas contra o descenso e pelo acesso. Mas já é certo que na temporada 2018/2019 —a primeira após a Copa do Mundo— cinco dos doze estádios que receberão o torneio não estarão em uso na primeira divisão do país.

São eles os de Nijni Novgorod, Saransk, Sochi, Volgogrado e o Lujniki, em Moscou. 

Estádio de Volgogrado, que receberá quatro jogos de primeira fase na Copa
Estádio de Volgogrado, que receberá quatro jogos de primeira fase na Copa - 20.set.2010 - Associated Press

Este último, porém, é a casa oficial da seleção russa. Um tipo de Stade de France, construído para receber os jogos da  seleção francesa e pouco utilizado em outros períodos, a não ser em finais de copas nacionais e jogos da seleção de rúgbi do país.

E o número de estádios fora da primeira divisão na Rússia poderá chegar a oito. 

Isso acontecerá caso o Rostov, de Rostov do Don, não consiga evitar o rebaixamento e o Baltika de Kaliningrado e o Krilia Sovetov, de Samara, não obtenham acesso para a elite do campeonato.
Destes, quem vive situação mais complicada é o Baltika, quinto colocado da segunda divisão. Precisa terminar ao menos em quarto para ir ao playoff de acesso. 

Assim, outras cidades além de Nijni Novgorod pensam em soluções pós-Mundial. 

Em Sochi, não há time de futebol profissional, e a ideia é tentar atrair outras equipes para fazerem jogos no Estádio Olímpico Fisht, que tem capacidade para cerca 42 mil espectadores. 

Em Saransk, estuda-se ainda diminuir a capacidade da arena de 45 mil espectadores para cerca de 32 mil, retirando-se assentos temporários.

Algo parecido, mas em menores proporções, com o que foi feito com o Itaquerão em 2014, após o torneio no Brasil.

O Mordovia está atualmente na terceira divisão, mas bem próximo da segunda. Há dois anos já esteve na primeira.

“Esperamos que o time volte a ter sucesso. Estamos trabalhando em parceria com empresas para voltar à elite, o que fará com que o estádio tenha muita utilidade”, afirmou à Folha o prefeito de Saransk, Piotr Tultaiev.

“Podemos negociar com alguma empresa para que assuma os naming rights ou pensar em outros eventos caso nosso time não chegue na primeira divisão. Se não, será difícil manter o estádio”, reconheceu o primeiro-ministro da República da Mordovia, Alexei Merkushin, em mais uma semelhança com a Arena Corinthians, que foi erguida com a perspectiva de negociar o naming rights, mas até o momento não teve sucesso na empreitada.

Em Volgogrado, o time local Rotor luta para não cair para a terceira divisão. 

O descenso seria golpe duro para a cidade, que conta com novíssimo estádio para 45 mil pessoas e também teria problemas financeiros para mantê-lo.

Havia a expectativa de que o terceiro jogo-teste em Volgogrado, na próxima quarta (9), reunisse times da elite russa.

Porém, a final da Copa da Rússia colocará frente a frente o Tosno, que é forte candidato a cair para a segunda divisão russa, e o Avangard Kursk, que está no meio da tabela da segunda divisão. 

O Tosno surpreendeu ao eliminar o Spartak Moscou fora de casa, nos pênaltis. 

JOGO-TESTE

Estádio com construção mais atrasada para a Copa, a Arena de Samara tem neste domingo (6) o penúltimo jogo-teste antes da abertura do torneio. O confronto será entre Krilia Sovetov e Kuban Krasnodar, pela segunda divisão da liga nacional. 

O estádio pode receber uma partida da seleção brasileira no Mundial. Se terminar em primeiro no seu grupo, a equipe de Tite terá de viajar à cidade para as oitavas de final. Alemanha, Coreia do Sul, México e Suécia são os possíveis adversários.

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