Descrição de chapéu Copa do Mundo

Acréscimos avançam, e Copa já tem um 'jogo inteiro' de tempo extra

Com VAR, mais faltas e substituições, torneio supera média de 2014 e 2010

Raphael Hernandes
São Paulo

A Copa do Mundo da Rússia já ganhou o tempo de uma partida extra só com os acréscimos dados pela arbitragem: um total de 98 minutos nos 16 jogos da primeira rodada da fase de grupos.

Com isso, o Mundial vê um aumento no tempo adicionado pela arbitragem em relação a 2014 e a 2010 --86 e 68 minutos extras, respectivamente, no mesmo período.

A alta é mais intensa se considerado especificamente o segundo tempo das partidas. Em metade dos jogos da primeira rodada da Copa de 2018, foram mais de 5 minutos de acréscimo na segunda etapa. A média, que agora foi de 4,4 minutos, era de 3,6 no Brasil e de 3,3 na África do Sul.

Na regra que diz respeito ao tempo de acréscimo, a International Football Association Board (Ifab), entidade que regulamenta as leis do futebol, diz que os árbitros devem compensar tempo perdido em substituições, atendimento médico, desperdício de tempo por parte dos jogadores, sanções disciplinares, paradas técnicas e em pausas para checar o sistema de árbitro de vídeo.

O VAR faz sua estreia nesta edição da competição. A novidade pode ser uma das explicações para o aumento dos acréscimos, mas análise feita pela Folha após a vitória da França sobre a Austrália, no sábado (16), mostrou que a paralisação para a consulta do vídeo tomou tempo semelhante ao de uma parada por lesão de jogador.

Além disso, foram apenas quatro interrupções feitas por juízes para o uso do VAR na primeira rodada.

Outros fatores que podem contribuir para a alta nos acréscimos incluem o número de faltas e de substituições. Ambos aumentaram na Rússia em relação a 2014.

Em média, foram cometidas 29,4 faltas por partida nos primeiros 16 duelos deste Mundial, mesmo índice de 2010. Em 2014, foram 26,6.

Já as substituições foram feitas no limite em todas as partidas da primeira rodada --tanto em 2014 quanto em 2010, em quatro jogos não foram usadas todas as seis trocas permitidas.

A Fifa não se manifestou sobre o que poderia ter levado ao aumento. A entidade disse estar satisfeita com o nível da arbitragem nesta competição e com a implantação do VAR.

Além dos acréscimos, a primeira rodada da Copa de 2018 mostra que este campeonato pode ser marcado pelos pênaltis. Foram nove, mais do que em edições anteriores.

Apesar disso, o número de gols caiu para 38 --foram 49 em 2014--, quatro deles de falta, e outros quatro, contra.

A primeira rodada da Copa em números

Domínio europeu

Só 2 das 14 seleções da Europa nesta Copa perderam na estreia: Alemanha e Polônia. O continente tem aproveitamento de 64,2%. Já entre os sul-americanos, dos 5 presentes apenas o Uruguai venceu, um aproveitamento de 33%.

Campeões?

Apenas Uruguai, França e Inglaterra venceram. Brasil, Argentina e Espanha empataram, e a atual campeã Alemanha perdeu.

Mais pênaltis...

Com 9 em 16 jogos (média de um a cada duas partidas), esta já é a Copa dos pênaltis.

... mas menos gols

Cueva e Messi desperdiçaram os seus pênaltis, e a média de gols na 1ª rodada foi de 2,37 por jogo (38 gols em 16 jogos). Em 2014, foram 49 gols e média de 3,06.

Mais gols de falta...

Os quatro marcados até agora já superam os três anotados em toda a Copa em 2014.

... e gols contra

Outra marca em que 2018 já está à frente de 2014: foram quatro na Rússia ante três no Brasil

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