Descrição de chapéu Copa do Brasil

Derrotado na final da Copa do Brasil, Corinthians terá que repensar finanças

Clube tem déficit de aproximadamente R$ 17,3 milhões em 2018, segundo balanço

Luciano Trindade Luiz Cosenzo
São Paulo

Com a perda do título da Copa do Brasil e chances remotas de conquistar uma vaga na Libertadores, o Corinthians terá que repensar suas finanças para 2019.

De acordo com o último balanço financeiro da equipe, o déficit de 2018 é de cerca de R$ 17,3 milhões. A expectativa é que o clube liquide o saldo negativo deste ano com a premiação da Copa do Brasil.

Com o vice-campeonato, o clube receberá um total de R$ 31,9 milhões —R$ 20 milhões pela segunda posição, R$ 6,5 milhões pela participação nas semifinais, R$ 3 milhões pelas quartas de final e R$ 2,4 milhões pelas oitavas.

No entanto, ficará longe de quitar a dívida total, avaliada pelo clube em R$ 500 milhões.

Copa do Brasil deste ano pagou R$ 20 milhões ao vice-campeão
Copa do Brasil deste ano pagou R$ 20 milhões ao vice-campeão - Leonardo Benassatto/Reuters

Por ter perdido o título, o Corinthians deixou de receber R$ 30 milhões (diferença na premiação do campeão para o vice). A quantia é a maior já paga no torneio, que começou a ser disputado em 1989. No ano passado, por exemplo, o Cruzeiro sagrou-se campeão e faturou R$ 13,3 milhões.

O valor é quase três vezes maior do que a CBF pagará ao campeão da atual edição do Brasileiro (R$ 18 milhões).

A situação financeira corintiana só não é pior porque o clube arrecadou quase R$ 95 milhões com a negociação de jogadores desde a conquista do título do Brasileiro de 2017.

Recebeu R$ 15 milhões pela negociação de Rodriguinho com o Pyramids (EGI); R$ 2,2 milhões na saída de Sidcley, que se transferiu para o Dínamo de Kiev (UCR); R$ 6,6 milhões da venda de Maycon para o Shakhtar Donetsk (UCR); e R$ 18 milhões pela aquisição de Balbuena pelo West Ham (ING); além das vendas de Jô para o Nagoya Grampus (JAP) por R$ 10 milhões e de Guilherme Arana ao Sevilla por R$ 20 milhões.

Sem a vaga na Libertadores e longe da zona de classificação para o torneio no Campeonato Brasileiro —está 11 pontos atrás do Atlético-MG, último time que hoje teria vaga na competição sul-americana—, o Corinthians muito provavelmente precisará reduzir sua folha salarial. Atualmente, o clube tem uma das folhas mais caras do país: paga cerca de R$ 12 milhões por mês.

A participação na Libertadores ajudaria a equipe a conseguir mais receita com cotas de televisão. Neste ano, o torneio sul-americano pagou R$ 2,5 milhões aos times que disputaram a fase de grupos e chegaram às oitavas de final.

Segundo a Conmebol, organizadora do campeonato, na próxima temporada o valor da premiação irá dobrar. A ausência na competição continental também impactaria no pagamento do financiamento do Itaquerão, uma vez que a principal fonte de receita para quitar as parcelas do estádio vem da bilheteria.

Foi na Libertadores que o clube teve o maior público médio nesta temporada, com 33.565 pagantes por duelo, com uma renda média de R$ 2.322.843 por jogo.

Atualmente, a dívida do Corinthians com a arena está em R$ 1,17 bilhão. Mensalmente, o clube paga uma parcela de R$ 5,9 milhões ao BNDES via Caixa Econômica referentes ao empréstimo.

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