Descrição de chapéu Copa América

Brasil sofre, supera drama dos pênaltis e se classifica para semi

Eliminado em 2011 e 2015 pelo Paraguai, seleção triunfa após empate sem gols

Marcos Guedes Paula Sperb
Porto Alegre

Como ocorreu em duas das três edições anteriores da Copa América, o Brasil se viu em uma decisão por pênaltis diante do Paraguai nas quartas de final. Desta vez, o resultado, foi diferente, e a equipe nacional levou a melhor por 4 a 3 após empate por 0 a 0, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.

O resultado na noite de quinta-feira (27) colocou a seleção nas semifinais continentais pela primeira vez desde sua última conquista, em 2007. Anfitrião do campeonato, o time disputará uma vaga na decisão na próxima terça (2), em Belo Horizonte, contra o vencedor do confronto entre Argentina e Venezuela.

Na luta pela vaga nas semifinais, o primeiro tempo não foi exatamente o imaginado por Tite. O sistema defensivo do Paraguai se mostrou mais eficiente do que os enfrentados anteriormente, e o Brasil não construiu nenhuma oportunidade clara nos 45 minutos iniciais.

 
Gabriel Jesus comemora cobrança de pênalti que classificou o Brasil para a semifinal da Copa América de 2019.
Gabriel Jesus comemora cobrança de pênalti que classificou o Brasil para a semifinal da Copa América de 2019. - Juan MABROMATA/AFP

A melhor chance da etapa inicial foi dos visitantes, em sobra de cobrança de escanteio. Derlis González dominou na área, após cruzamento de Arzamendia e se viu perto do gol. Alisson lhe fechou o ângulo e fez a mais importante intervenção de um goleiro até o intervalo.

Não era o plano da seleção, que teve dificuldade para se desvencilhar da marcação agressiva. Houve uma boa troca de passes ainda no início, com finalização de Firmino e defesa segura de Gatito Fernández, porém ficou claro que o plano de jogo dos donos da casa não estava funcionando.

A ideia dos paraguaios, ao contrário, tinha boa aplicação prática. A Philippe Coutinho não era dado espaço no meio. E a marcação dobrava sempre que Gabriel Jesus ou Everton dominava pelas pontas. Invertê-los de lado, como chegou a tentar Tite, não adiantou.

Embora não houvesse saída fluida para o contra-ataque, com Almirón e González, o técnico Eduardo Berizzo certamente foi ao vestiário, no intervalo, satisfeito. E o público na Arena do Grêmio soltou as primeiras vaias, que dividiram espaço com os aplausos de apoio.

Na volta para o segundo tempo, Alex Sandro substituiu o lateral esquerdo Filipe Luís, que já tinha cartão amarelo. E a seleção se mostrou mais agressiva, embora não tão mais organizada, em busca do gol. Em raro bom momento de Gabriel Jesus, Firmino foi derrubado por Balbuena, no limite da entrada da área.

Após revisão de vídeo, o juiz anulou o pênalti que tinha apitado, mas deu falta e aplicou cartão vermelho ao zagueiro. A partir daí, a retranca do Paraguai ficou ainda mais clara, com duas linhas de quatro marcadores e apenas Derlis na frente como escape.

Virou ataque contra defesa, ainda que fosse uma defesa bem postada. Percebendo o desenho do jogo, Tite trocou o volante Allan pelo atacante Willian, aberto pela direita. Mais tarde, o meia Paquetá substituiu o lateral direito Daniel Alves, em clara demonstração de que os pênaltis não interessavam.

O gol esteve perto quatro vezes, já no finalzinho. Em um cabeceio de Alex Sandro, Gatito Fernández fez ótima defesa. Pouco depois, Willian tabelou com Firmino e acertou o poste. Nos acréscimos, Everton e Coutinho tiveram seus chutes desviados. Mas a bola não entrou, e o Brasil teve de reviver o cenário de uma disputa por pênaltis com o Paraguai.

Houve vaias do público ao fim do segundo tempo. Apesar delas, a seleção foi mais eficiente nos tiros da marca penal e sobreviveu.

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