Descrição de chapéu Copa América

Menor público da Copa América tem maioria de não pagantes

Empate tirou Equador e Japão e colocou Paraguai como próximo adversário do Brasil

Belo Horizonte

No empate que desclassificou Japão e Equador da Copa América, o Mineirão registrou nesta segunda-feira (24) o público mais baixo do torneio até aqui: com 2.106 espectadores pagantes e 7.623 não pagantes –​9.729 presentes no estádio.

Foi o jogo também com a menor renda do torneio, R$ 301.525. Em comparação, a partida anterior em Belo Horizonte, entre Venezuela e Bolívia, havia arrecadado R$ 631.605.

Jogadores do Japão agradecem os poucos torcedores que foram ao Mineirão
Jogadores do Japão agradecem os poucos torcedores que foram ao Mineirão - Douglas Magno/AFP

O público pagante também é o mais baixo do novo Mineirão, inaugurado em 2013. Até então, o menor havia sido registrado em novembro do ano passado, no triunfo do Cruzeiro sobre o Vitória por 3 a 0, pelo Campeonato Brasileiro: 2.421 espectadores.

O empate em 1 a 1 acabou tirando Equador e Japão da competição e dando a vaga para as quartas de final ao Paraguai, que terá o Brasil como adversário.

A torcida no Mineirão, a maioria formada por crianças, estava do lado dos japoneses. Comemoram o gol marcado, vaiaram o juiz por dar cartão amarelo a Tomiyasu e por não validar um gol de Kubo. Às vezes levantavam gritos de “Japão!”.

No final da partida, os jogadores foram lado a lado, de mãos dadas, agradecer a torcida com uma reverência em três pontos diferentes do estádio.

​Aos 14 minutos de jogo, Nakajima abriu o placar para o Japão, pegando a sobra de Okazaki. O bandeirinha chegou a dar o gol como impedido, mas o VAR validou. 

O empate dos equatorianos veio aos 34 do primeiro tempo com um gol do camisa 10, Ángel Mena. 

”Partida muito parelha, com os dois lados muito dinâmicos. É um rival que também levou 4 a 0 no início [Equador contra Uruguai e Japão contra Chile]”, avaliou o técnico do Equador Darío Gómez, que sofreu contestação da imprensa do Equador na saída. “Não creio que o Japão foi superior. Foi um jogo difícil”.

"El Bolillo" também comentou sobre os públicos baixos que têm sido registrados na Copa América. 

 "Eu fiquei surpreso que nem nos jogos do Brasil estava cheio. Vi que tinha pouco entusiasmo. É a minha 10ª Copa América e quando a gente vai para uma Copa América vemos propaganda, motivação e não vi isso aqui", disse.

Aos 48 de segundo tempo, Takefusa Kubo marcou no rebote, mas estava impedido. Recém-contratado para o time B do Real Madrid, Kubo ganhou vaga de titular nesta segunda-feira. Ele foi a única mudança na base do time que empatou com o Uruguai em Porto Alegre na última quinta.

O meia de 18 anos já ganhou apelido de “Messi japonês”, o que disse não gostar. Ele começou aos 9 anos nas categorias de base do Barcelona e aos 13 voltou ao Japão. Lá, jogava pelo FC Tokyo até a última temporada.

Kubo avaliou que as duas equipes tiveram oportunidades claras no jogo de hoje, mas não conseguiram aproveitá-las. O torneio, porém, serviu como um teste para as Olimpíadas do ano que vem em Tóquio. Como jogadores da seleção principal não tiveram liberação de seus clubes, a base do time japonês que veio ao Brasil é a equipe sub-23. 

"Como a maioria dos jogadores são jovens e têm a oportunidade de participar ano que vem, só tivemos essa oportunidade. Há outros jogadores muito bons, como os que jogaram na Copa da França e cada um tem que demonstrar [seu potencial] para estar em Tóquio no ano que vem”, afirmou Kubo a jornalistas.

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