Não vamos fazer nenhuma loucura, diz Vadão sobre escalar Marta

Atacante está confirmada no time titular, mas condição física ainda é incógnita

Lucas Neves
Valenciennes (França)

A atacante Marta, 33, começará jogando contra a Itália nesta terça-feira (18), em partida decisiva para a permanência da seleção brasileira na Copa do Mundo da França. Por quanto tempo ela estará em campo ainda não se sabe.

“Vai depender da intensidade do jogo. Não dá para prever. Estamos tomando o máximo cuidado para prolongar os minutos em campo”, disse o técnico Vadão nesta segunda (17).

Marta se recupera de uma lesão na coxa esquerda sofrida durante a aclimatação da equipe em Portugal, no fim de maio. Ela só voltou a treinar com bola após a estreia do Brasil no Mundial, no dia 9.

“Não vamos fazer nenhum tipo de loucura e forçá-la [a continuar no jogo], independentemente de como estiver o placar. No intervalo, vamos conversar para saber como ela está”, acrescentou o treinador.

A atacante, que só participou do primeiro tempo na derrota para a Austrália [quando fez um gol de pênalti], afirmou que a vontade é de estar dentro de campo e ajudar o máximo possível. “Vamos ver até quantos minutos vai dar para jogar.”

Marta também reagiu à declaração da antecessora de Vadão no comando da seleção, Emily Lima, que disse que não teria convocado a atleta se soubesse que ela não estava no auge de sua forma.

“Foi uma declaração sem conhecimento nenhum. Sem dúvida, ela não estava acompanhando o meu trabalho na minha equipe [Orlando Pride, dos EUA]. Disputei os seis jogos da liga americana antes da liberação para a Copa, e sempre os 90 minutos”, afirmou a atacante.

“Vindo dela, eu já esperava. Sempre que tem oportunidade, ataca. Quando você fica um tempo sem fazer treinamento intensivo, é claro que sente. Vocês puderam sentir minha vontade, minha garra e meu desempenho contra a Austrália", disse.

Décima quinta no ranking da Fifa, atrás tanto do Brasil quanto da Austrália, a Itália surpreende ao chegar à última rodada da fase de classificação em primeiro lugar no grupo –na estreia, venceu de virada o time da Oceania, favorito da chave.

A seleção disputa o Mundial pela primeira vez em 20 anos –no total, é apenas a terceira participação das italianas no torneio. As brasileiras estiveram em todas as oito edições.

Em 1999, uma derrota para o Brasil (2 a 0) foi determinante para a eliminação da equipe ainda na primeira fase. Depois disso, só houve mais dois embates, ambos em 2016 e com vitória brasileira.

“A Itália sempre teve defesas muito fortes. Isso faz parte da história do futebol do país. São times com rigidez tática muito forte. As atacantes combatem, todas combatem”, disse Vadão, sobre os trunfos das adversárias de terça.

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