Tenista brasileira Bia Haddad é pega no exame antidoping

Atleta testou positivo por uso de anabólico sarm em torneio disputado em junho

São Paulo

A tenista brasileira Bia Haddad Maia, 23, foi suspensa provisoriamente pela Federação Internacional de Tênis (ITF) nesta terça-feira (23) por violação do código antidoping da entidade.

Segundo comunicado da ITF, a atleta testou positivo para substâncias proibidas em exame realizado no dia 4 de junho, durante a disputada do WTA de Bol, na Croácia, entre os dias 3 e 9 do mês passado.

As substâncias encontradas foram o anabólico sarm S-22 e sarm LGD-4033, não identificadas pelo órgão que rege o tênis mundial, mas proibidas de acordo com a Wada (Agência Mundial Antidoping).

Bia Haddad Maia comemora ponto na primeira rodada de Wimbledon
Bia Haddad Maia comemora ponto na primeira rodada de Wimbledon - Hannah McKay/Reuters

Droga relativamente nova, os sarm, sigla para moduladores seletivos de receptor de androgênio, foram desenvolvidos como alternativa aos esteroides anabolizantes para pessoas que sofrem de perda muscular e de função dos músculos causada pela idade —a sarcopenia.

Maia foi acusada no dia 12 de julho pela ITF, data a partir da qual já poderia ter apresentado sua defesa, o que ainda não fez. A suspensão preventiva está valendo efetivamente desde a última segunda-feira (22).

Segundo a assessoria da tenista, Bia Haddad irá recorrer da decisão da federação internacional.

"A tenista Beatriz Haddad Maia recebeu com surpresa, na manhã desta terça-feira (23), a notificação do Programa de Anti-Doping da ITF que, em teste realizado no Croatia Bol Open, no mês passado, foi encontrado as substâncias SARM S-22 e SARM LGD-4033.

A atleta esclarece que jamais procurou obter vantagem indevida, sempre respeitou o jogo limpo e que trabalhará na sua defesa para provar sua inocência", diz comunicado da assessoria de Bia Haddad.

O tênis brasileiro volta a se ver envolvido em um caso de doping. Recentemente, em 2018, Thomaz Bellucci revelou que foi pego no exame antidoping da ITF por contaminação cruzada presente em seu suplemento multivitamínico e recebeu uma suspensão de cinco meses.

Na época, Bellucci acusou a farmácia de manipulação Body Lab, do Rio de Janeiro, que também fora acusada pelo tenista Marcelo Demoliner em 2016.

Naquele ano, Demoliner pegou punição de três meses após ter sido flagrado com a hidroclorotiazida, mesmo diurético encontrado na urina de Bellucci em julho de 2017 e responsável pela suspensão de ambos os atletas.

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