Serena busca redenção no US Open e nova tentativa de recorde

Americana enfrenta na final jovem tenista canadense Bianca Andreescu, de 19 anos

Daniel E. de Castro
São Paulo

O cenário vivido por Serena Williams, 37, no US Open 2019 remete à sua performance no mesmo torneio no ano passado, quando a tenista americana também fez uma campanha dominante até a decisão e se classificou para enfrentar uma jovem que ainda começava a aparecer para a maioria do público.

Neste sábado (7), às 17h (de Brasília), a vencedora de 23 títulos de Grand Slam entrará na quadra do estádio Arthur Ashe para enfrentar a canadense Bianca Andreescu, 19, que disputa apenas seu quarto torneio desse nível. ESPN e SporTV 3 transmitem.

Como objetivo, além de conquistar o seu 24º troféu dos quatro principais campeonatos do tênis e igualar o recorde da australiana Margaret Court, está a redenção junto ao público de Nova York após o espetáculo negativo em que se transformou a final de 2018, contra a japonesa Naomi Osaka.

Naquele dia, Serena discutiu várias vezes com o árbitro português Carlos Ramos depois de ele ter dado uma advertência a ela por ter recebido orientações do seu técnico, Patrick Mouratoglou.

A discussão escalou, a tenista insinuou que o português teve uma atitude machista e exigiu que ele pedisse desculpas por ter duvidado da sua honestidade. Com a cabeça muito longe do que acontecia em quadra, ela perdeu qualquer chance de vitória diante de uma pouco experiente Osaka, então com 20 anos.

Na cerimônia de premiação, a japonesa, que chegou a ser vaiada por espectadores durante a partida, recebeu o troféu de maneira constrangida.​

Desde que voltou às quadras após o nascimento de sua filha, em setembro de 2017, Serena disputou 7 torneios de Grand Slam e chegou a 4 finais. Além do revés em Nova York, ela perdeu duas decisões em Wimbledon: para a alemã Angelique Kerber, no ano passado, e contra a romena Simona Halep, há cerca de dois meses.

Atualmente oitava colocado do ranking mundial, a veterana chega ao jogo contra Andreescu (15º) com apenas um set perdido durante o torneio. Nas outras cinco partidas, cedeu uma média de menos de quatro games por jogo.

Bianca Andreescu comemora vitória sobre Belinda Bencic na semifinal
Bianca Andreescu comemora vitória sobre Belinda Bencic na semifinal - Don Emmert/AFP

A canadense nem sequer era nascida quando Serena ganhou o 1º dos 23 títulos, em 1999. Após começar o ano fora do top 100, ela mostrou força principalmente nas quadras rápidas e teve uma rápida ascensão mesmo tendo ficado fora de ação por dois meses, lesionada no ombro.

Com seu repertório de jogo variado e potente, Andreescu venceu dois dos torneios mais importantes do circuito feminino nesta temporada, Indian Wells, em março, e Toronto, no mês passado, quando enfrentava justamente Serena na decisão. A americana sentiu uma lesão nas costas e abandonou a partida logo no início.

“Um ano atrás, se me dissessem que enfrentaria Serena Williams na final do US Open, eu não acreditaria. Estava fora do top 150 e é uma loucura pensar no que pode acontecer com alguém em apenas um ano", disse a canadense após derrotar a suíça Belinda Bencic na semifinal.

A americana, que bateu a ucraniana Elina Svitolina nessa fase, afirmou se sentir mais bem preparada para o torneio em seu país em comparação aos outros Slams do ano. Além do discurso, é exatamente isso que ela tem demonstrado dentro de quadra.

O último desafio para triunfar no US Open pela primeira vez desde 2014 será superar o ímpeto de Andreescu. "Quando estou acuada é que mostro meu melhor tênis", afirmou a jovem.

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