Descrição de chapéu Tóquio 2020

Seleção feminina de basquete perde e fica mais longe da Olimpíada

Brasil sofre virada diante de Porto Rico na prorrogação em jogo-chave por vaga

São Paulo

A seleção brasileira feminina de basquete ficou mais distante da classificação para a Olimpíada de Tóquio-2020 ao ser derrotada por 91 a 89 por Porto Rico nesta quinta-feira (6), pela primeira rodada do Pré-Olímpico Mundial disputado em Bourges, na França.

O revés deixa o time comandado por José Neto em situação complicada. Três das quatro equipes da chave estarão no Japão, mas as próximas rivais serão Austrália e França, segunda e quinta colocadas do ranking da federação internacional e portanto favoritas.

O Brasil está na 15ª posição dessa lista, e Porto Rico, na 23º. Para que as brasileiras fiquem com a vaga, terão que vencer pelo menos um dos jogos contra seleções bem mais fortes.

Damiris sentada no chão com cara de choro
A ala/pivô Damiris Dantas, destaque da seleção, na derrota para Porto Rico - Thierry Gozzer/CBB

A equipe verde-amarela controlou a maior parte do tempo e tinha vantagem de 8 pontos no início do último quarto, mas permitiu que as adversárias passassem à frente. No fim, com empate de 83 a 83, o duelo foi para a prorrogação.

Nos cinco minutos extras, as comandadas de Neto iniciaram erráticas, conseguiram reagir, mas voltaram a se atrapalhar nos lances decisivos e acabaram derrotadas por dois pontos de diferença.

A porto-riquenha Jennifer O'Neill foi o destaque do duelo, com 30 pontos. Pelo Brasil, a ala/pivô Damiris marcou 26 e pegou 15 rebotes, que no entanto não foram suficientes. Nos últimos 8 confrontos entre as equipes, as brasileiras haviam vencido 6.

"Num campeonato desse nível tem erros que a gente não pode cometer. Temos que ter em mente que ainda há chances e vamos buscá-las", disse Damiris, que atua na WNBA (liga feminina dos EUA) e na Coreia do Sul.

A seleção feminina foi ao pódio olímpico nos Jogos de Atlanta-1996 (prata) e Sydney-2000 (bronze). Agora, corre grandes riscos de ficar fora do que seria sua oitava participação consecutiva no evento, que disputou pela primeira vez em Barcelona-1992.

Após perder todos os jogos da fase de grupos na Olimpíada do Rio, em 2016, e nem se classificar para a última Copa do Mundo da modalidade, em 2018, a disputa por vaga nos Jogos de Tóquio parecia mesmo uma missão distante das possibilidades brasileiras.

A recuperação sob o comando de José Neto, que assumiu o cargo em junho de 2019, começou em agosto, nos Jogos Pan-Americanos de Lima, quando as brasileiras conquistaram uma surpreendente medalha de ouro —a primeira no evento desde 1991.

Na decisão, ao baterem uma seleção reserva dos Estados Unidos, as atletas ficaram muito emocionadas e foram às lágrimas.

Ainda no ano passado, elas terminaram na terceira posição na AmeriCup (derrotadas nas semifinais pelo Canadá) e bateram Argentina e Colômbia no Pré-Olímpico regional para chegar ao classificatório internacional de Bourges.

Tudo parecia bem encaminhado para a redenção, não fosse a derrota inesperada desta quinta.

A próxima partida do Brasil será no sábado (8), às 16h30, contra as anfitriãs. O último jogo está marcado para domingo (9), às 10h, diante da Austrália.

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