Descrição de chapéu Tóquio 2020

Tchaikóvski substituirá hino russo na Olimpíada após suspensão por doping

Símbolos do país estão vetados nos Jogos como punição por fraudes em laboratório

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Reuters

Os atletas russos que ganharem medalhas olímpicas nos Jogos de Tóquio, neste ano, e nos Jogos de Inverno de Pequim-2022 ouvirão no pódio uma obra de Piotr Tchaikóvski, disse o comitê olímpico do país nesta quinta-feira (22).

Atletas russos estão proibidos de competir em grandes eventos internacionais, incluindo as Olimpíadas, sob a bandeira do país e com seu hino até 2022, após uma decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS) no final do ano passado.

Isso porque a Rússia forneceu às autoridades globais antidoping dados de laboratório adulterados que poderiam ter ajudado a identificar fraudes com substância proibidas no esporte.

Stanislav Pozdnyakov, presidente do Comitê Olímpico da Rússia (ROC), afirmou em um comunicado que a obra usada em cerimônias de medalhas para os russos competindo como representantes do ROC será um fragmento do Piano Concerto Nº 1 de Tchaikóvski (1840 - 1893).

"A partir de hoje, nossa equipe olímpica tem todos os elementos de sua identidade", disse Pozdnyakov, cinco vezes medalhista olímpico na esgrima.

"Temos a bandeira do Comitê Olímpico Russo com as nossas três cores, nosso equipamento oficial —facilmente reconhecível por nossos compatriotas e fãs de outros países— sem nenhuma inscrição. E agora temos um acompanhamento musical."

Pessoas perfiladas em passarela com uniformes nas cores azul, vermelha e branca
Modelos apresentam uniforme olímpico da Rússia - Evgenia Novozhenina - 14.abr.21/Reuters

Em suas diretrizes sobre a implementação da decisão da CAS, o Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou que o Concerto para Piano nº 1 de Tchaikovsky será tocado em todas as cerimônias.

Muitos atletas russos foram excluídos das duas últimas Olimpíadas e a bandeira do país foi proibida nos Jogos de Inverno de Pyeongchang 2018 como punição pelo esquema doping coordenado pelo Estado nos Jogos de Sochi de 2014.

A Rússia, que no passado reconheceu algumas falhas na implementação de políticas antidoping, nega ter um programa de violações patrocinado pelo Estado.

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