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31/10/2006 - 12h33

FAB impede PF de ouvir controladores sobre vôo 1907 até dia 13

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da Folha Online

Os depoimentos dos controladores de tráfego aéreo, como parte das investigações sobre a queda do avião da Gol, não poderão ocorrer ao menos até o próximo dia 13 de novembro. O delegado da PF (Polícia Federal) Renato Sayão quer ouvir os profissionais pois eles trabalhavam na central de Brasília no momento em que o Boeing caiu em uma região de mata fechada em Mato Grosso, no dia 29 de setembro. Os 154 ocupantes do avião morreram.

Os depoimentos deveriam ter ocorrido segunda-feira (30). Sayão não pode convocar os controladores nos próximos 14 dias devido ao prazo de resguardo estipulado nos atestados médicos que eles apresentaram para justificar sua ausência àquela que deveria ter sido a primeira rodada de depoimentos. Os documentos foram assinados por médicos da própria FAB (Força Aérea Brasileira), e afirmam que todos os profissionais convocados estão sob tratamento psiquiátrico.

O grupo --composto por oito controladores e dois supervisores-- foi afastado de suas funções dias após o acidente, considerado o maior da história do Brasil.

A Folha Online tenta entrar em contato com os defensores dos controladores desde o afastamento deles, mas nunca obteve resposta.

Acidente

O avião da Gol caiu com 154 pessoas a bordo depois de colidir com um jato Legacy. O Boeing havia saído de Manaus e faria uma escala em Brasília antes de seguir para o Rio. Todos os ocupantes do Boeing morreram. O Legacy, da empresa norte-americana ExcelAire, conseguiu pousar na base aérea da serra do Cachimbo, apesar de danos na asa. Nenhum dos sete ocupantes --seis deles americanos-- ficou ferido.

Militares ainda trabalham no local em que a aeronave caiu para tentar localizar os restos mortais de Marcelo Paixão.

O acidente é investigado por uma comissão de autoridades brasileiras e estrangeiras do setor; pela Polícia Civil de Mato Grosso e pela PF. A Justiça deverá decidir a quem cabe a apuração.

Sayão tem enfrentado problemas para ter acesso às mesmas informações dadas à comissão. Nos próximos dias, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) deverá decidir, por exemplo, se ele pode receber os resultados das análises das caixas-pretas do Boeing e do Legacy. O acesso do delegado da PF às gravações foi negado pela Aeronáutica.

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