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25/06/2012 - 03h15

Laís Bodanzky filma história de brasileiras nos Jogos Olímpicos

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RODRIGO SALEM
DE SÃO PAULO

Após mostrar o mundo dos adolescentes em São Paulo em "As Melhores Coisas do Mundo" (2010), a cineasta Laís Bodanzky retornará aos longas com um documentário, formato que adotou no início da carreira.

A paulista filmará a história das mulheres brasileiras na Olimpíada, como parte do projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro, parceria do Instituto de Políticas Relacionais (IPR) com o canal de esportes ESPN Brasil.

Christian von Ameln/Folhapress
A cineasta Laís Bodanzky na Cinemateca Brasileira, na Vila Mariana, em SP
A cineasta Laís Bodanzky na Cinemateca Brasileira, na Vila Mariana, em São Paulo

"O tema não apenas me permite revisitar as mulheres nos esportes, mas traçar um paralelo do papel delas na sociedade e as mudanças ao longo dos anos", explica Bodanzky, que terá R$ 650 mil de orçamento para o longa.

"Ainda estou no início de um processo que terminará exatamente daqui a um ano, então ainda estou pensando em como será a linguagem do filme", diz a diretora.

"Mas não dá para fugir de imagens de arquivo e novas entrevistas. Tenho a liberdade para fazer inserções dramáticas, mas não será o caso", afirma.

A diretora de "Bicho de Sete Cabeças" (2001), que revelou Rodrigo Santoro para o cinema, conta que o convite foi uma surpresa até na família.

"Minha filha perguntou o que eu entendia de esporte", confessa a cineasta.

"Mas acho que o fato de não entender tanto do assunto me dará a oportunidade de fazer as perguntas corretas não só sobre atletas ou mulheres vencedoras. Estou interessada no esforço de cada uma para estar ali no meio de tantos homens", completa.

O longa de Bodanzky será anunciado oficialmente hoje à noite, na Cinemateca Brasileira, quando o primeiro documentário do projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro, "México 1968 - A Última Olimpíada Livre", de Ugo Giorgetti, e curtas aprovados no ano passado também serão lançados.

Os filmes serão exibidos, mês que vem, durante a Olimpíada de Londres, na ESPN Brasil, em um canal aberto atualmente em negociação e em uma mostra especial da Cinemateca.
Ao mesmo tempo, 500 DVDs serão distribuídos em escolas públicas.

A iniciativa está garantida até 2016, ano em que acontece a Olimpíada no Rio. Até lá, nove curtas escolhidos por edital e um longa de um cineasta convidado serão produzidos anualmente.

Todos eles têm a finalidade de resgatar e manter a memória esportiva audiovisual brasileira.

"Gostaríamos muito ter Eduardo Coutinho fazendo o longa ano que vem", revela Daniela Greeb, presidente do IPR e uma das idealizadoras do projeto.

 

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