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12/10/2012 - 16h04

Após queda no ibope, Record tira "Rebelde" do ar hoje

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ALBERTO PEREIRA JR.
DE SÃO PAULO

A Record coloca, nesta sexta (12), depois de 411 capítulos, um ponto final em sua versão da novela mexicana "Rebelde".

Segunda trama que a emissora do bispo Edir Macedo adaptou da Televisa --a primeira havia sido "Bela, a Feia"(2009-10)--, "Rebelde" sai de cena de forma abrupta, por uma decisão da emissora em mexer na programação, após sucessivas quedas na audiência.

Originalmente, a trama iria até março de 2013, mas teve seu fim decretado para novembro deste ano, para ser substituída pela nova "Fazenda de Verão". Logo depois, passou por um novo corte de capítulos.

"Por um lado foi extremamente desgastante, frustrante até. Tive que mudar todo o meu planejamento algumas vezes, jogar tramas inteiras fora porque chegou um momento em que não havia mais tempo hábil para reescrever capítulos, gravá-los e editá-los a tempo de irem ao ar", diz o autor Emílio Boechat, que assumiu o folhetim no meio de sua segunda temporada, depois da saída conturbada de Margareth Boury.

"A minha sorte é que eu havia plantado algumas viradas na história e pude usar uma delas como um final alternativo."

Divulgação
Sofia Abrahão, Micael Borges, Lua Blanco, Arthur Aguiar, Melanie Fronckowiak e Chay Sued, em 'Rebelde', da Record Divulgação
Sofia Abrahão, Micael Borges, Lua Blanco, Arthur Aguiar, Melanie Fronckowiak e Chay Sued, em 'Rebelde', da Record Divulgação

No primeiro ciclo de "Rebelde", com 247 episódios, a novela teen fechou com média de 9 pontos no Ibope --cada ponto equivale a 60 mil domicílios. Já a fase atual, que teve 154 capítulos, encerra-se com 6 pontos. Houve dias, porém, em que a trama bateu 3 pontos.

Sobre a queda de audiência, Boechat não vê apenas um único fator, citando o tempo da trama no ar, as diversas mudanças de horário, o desgaste dos protagonistas se desdobrando entre shows e gravações e a concorrência da novela na TV com a novela exibida na internet.

Sobrou até para as novelas "Carrossel", do SBT, e "Avenida Brasil", da Globo. "Fenômenos recentes da teledramaturgia nas duas principais emissoras concorrentes", fala o autor.

LUCRATIVO

Se por um lado "Rebelde" viu minguar sua audiência na TV, é inegável seu sucesso comercial.

Os números brasileiros são mais tímidos se comparados com os mexicanos (50 milhões de discos vendidos e shows em 23 países, por exemplo), mas, assim mesmo impressionam.

A versão brasileira da trama contou com 15 empresas de licenciamentos e mais 50 itens, como bonecos, coleções de cadernos, bicicletas, esmaltes, livros on-line e álbuns de figurinhas.

O primeiro CD do grupo Rebeldes, "Rebeldes 2011", composto pelos seis protagonistas da novela --Micael Borges, Sofia Abrahão, Lua Blanco, Arthur Aguiar, Melanie Fronckowiak e Chay Sued--, vendeu 113 mil cópias.

O CD e DVD "Rebeldes ao Vivo - 2012" vendeu 114 mil unidades. Um novo disco vai sair ainda no final deste mês.

"Acredito que o saldo de 'Rebelde' é positivo. Tanto que os fãs da novela ainda não se conformam com o seu fim. Não leio nas redes sociais ninguém escrevendo: ainda bem que acabou, pelo contrário", fala Emílio Boechat.

Para ele, os fãs gostariam que a trama virasse um seriado.

"Como série, 'Rebelde' ainda tem muito fôlego. Mas é uma decisão da Record que envolve a Televisa e a Cris Morena, criadora da novela original. Só acho que o público que a emissora conquistou com não deveria ficar órfão de um produto voltado para ele", finaliza.

NA TV
Rebelde
Exibição do último capítulo
QUANDO nesta sexta (12), às 20h30, na Record
CLASSIFICAÇÃO 10 anos

 

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