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Coleção Folha apresenta conto de Conrad em edição bilíngue

'Amanhã', que chega às bancas no domingo (29), aborda amor e falsas esperanças

Joseph Conrad em retrato feito em 1916 NYPL Digital Gallery
Joseph Conrad em retrato de 1916 -  Alvin Langdon Coburn/Divulgação
Cristiane Martins
São Paulo

O amor paterno, a dificuldade de seguir adiante na vida e as falsas esperanças são os principais temas do conto "Amanhã", de Joseph Conrad.

A trama faz parte do quarto volume da Coleção Inglês com Clássicos da Literatura. A edição chega às bancas no domingo (29) com a história do capitão Hagberd, que busca seu filho desaparecido.

O escritor britânico de origem polonesa mostra como a esperança pode ser enganosa e a imaginação, prejudicial. As expectativas ilusórias podem chegar ao ponto de impedir as pessoas de retomarem suas vidas.

"Amanhã" chega ao leitor em edição bilíngue, com textos lado a lado em cada idioma, o que possibilita ao estudante de língua inglesa comparar o original e a tradução.

O volume da Coleção Folha também dá acesso a uma plataforma digital, com versões da trama em PDF e em áudio.

Conrad aperfeiçoou seu conhecimento em língua inglesa ao longo dos 20 anos em que trabalhou como marinheiro. O ambiente de navegações e aventuras em viagens, aliás, é predominante em sua obra.

Ele é um dos grandes nomes da língua inglesa e seu mais famoso romance é "O Coração das Trevas" (livro de 1902).

No conto "Amanhã", o capitão Hagberd tenta encontrar o filho Harry. O rapaz fugira ao mar após ser expulso de casa, anos antes. O pai nunca se afastara da costa, ante seu desejo constante de voltar ao continente, e acha que o mesmo aconteceu com seu filho.

Ao receber informações sobre seu possível paradeiro, ele segue esperançoso até o porto de Colebrook. A viagem se mostra infrutífera, mas ele decide se estabelecer na cidade.

A recepção, porém, não é das mais acolhedoras. A população local estranha seus modos e roupas incomuns e desconfia da existência do filho.

Em Colebrook, Hagberd acaba se aproximando de Bessie Carvil, uma mulher simples e caridosa, mas frustrada e cheias de ilusões perdidas

Ambos conversam todos os dias pelas frestas de uma cerca sobre o filho que sempre voltará "amanhã". Surge nela também uma esperança —a de se casar com Harry e construir uma vida melhor. Haverá afinal um amanhã?

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