Metá Metá empolga público com mistura de ritmos

Tantão e Os Fita fizeram a abertura do show no CCSP

Mariana Vick
São Paulo
Virada Cultural
Metá Metá leva público para cima com a música "Obá Iná". "Não há justiça se há temor", canta Juçara - Mariana Vick/Folhapress

Eletrônica, post-punk, brasilidades e jazz foram combinação bem-sucedida no show de Metá Metá e Tantão e Os Fita, que se apresentaram na tarde deste domingo (20) no Centro Cultural São Paulo, na 14ª Virada Cultural.

No ponto alto do show, quando os grupos tocaram "Me Perco Nesse Tempo", do Metá Metá, o público —cerca de 400 pessoas, segundo a bilheteria do CCSP — dançava agitado em frente ao palco da sala Adoniran Barbosa, deixando parte dos assentos vazia.

A cantora Juçara Marçal, do Metá Metá, que vestia roupa em tons alegres de vermelho e laranja, chegou a subir e pular de uma pequena caixa de som do palco. Uma outra pessoa, se compararmos com a que, mais sóbria e dramática, se apresentou no último sábado (19) na Praça da República.

A apresentação começou pontualmente, às 12h, com abertura de Tantão e os Fita. Usando máquinas de fumaça para acinzentar o palco, grupo se apresentou sozinho, batidas pesadas e profundas, para um público contido até 12h40.

A agitação geral começou depois que subiram ao palco Juçara Marçal, Kiko Dinucci, Thiago França e os músicos do Metá Metá. A banda tocou sucessos como "Oyá", "Man Feriman" e "Obá Iná", que fez Juçara dançar e a plateia, a aplaudir três vezes durante a música.

Voz, baixo, guitarra, bateria e saxofone --eram todos audíveis no show dos Metá. As batidas dos Fita (os produtores Cainã Bomilcar e Abel Duarte) se misturaram à música nos 20 minutos de show, com o retorno de Tantão ao palco.

Foi tempo suficiente para uma apresentação memorável, segundo a iluminadora Gabriela Luiza, 24, que conhecia os dois grupos e foi para assistir. "Combinou. Ficou muito louco, um tecno-erudito, se posso dizer assim", afirmou à reportagem.

"Ele é muito brasileiro", ela opinou sobre Tantão, conhecido pelas improvisações que faz em shows como o desta Virada. "Ele faz uma 'performance do erro', com falhas, ruídos e chiados", disse. "Hoje foi gostoso de ouvir."

A apresentação terminou com aplausos prolongados e pedidos de bis --o que não aconteceu. Com programação apertada para a Virada, a produção do CCSP pediu com pressa para que esvaziassem o auditório.

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