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Ano no mercado editorial terá pé no freio e livros em áudio; veja apostas

Com crise da Saraiva e da Cultura, livrarias menores devem crescer

São Paulo

Com a crise das grandes livrarias, redes menores podem fazer a festa no novo ano. Os canais alternativos, como feiras, devem crescer, e também é possível ver a ascensão ainda maior da Amazon no país. Veja abaixo as apostas no mundo dos livros para o próximo ano.

Pé no freio

Com a crise das livrarias Saraiva e Cultura, que entraram em recuperação judicial, prejudicando os canais de venda, as editoras começarão o ano com pé no freio. Lançamentos serão adiados ou cancelados e é possível esperar uma queda na produção de livros.

Pé no acelerador

A crise das grandes é a alegria de outras livrarias. Já no começo do ano, as primeiras pesquisas de mercado devem apontar um crescimento de redes menores e canais alternativos de vendas, como as feiras do livro. A da Unesp, em abril, cresceu mil metros quadrados para comportar as novas editoras participantes.

Fala no ouvidinho

Este pode ser o ano de audiolivros no país. É um mercado grande no exterior e por aqui o Google já disponibiliza seu serviço. A Amazon se prepara há algum tempo para lançar no Brasil o Audible, sua plataforma de livros em áudio.

Pode esquecer

Devem naufragar as articulações pela criação do preço fixo do livro no Brasil. Após conversas em Brasília, editores tinham esperanças de que o ex-presidente Michel Temer criasse uma norma do tipo por meio de medida provisória, nos moldes dos países europeus. No governo de orientação econômica ultraliberal de Bolsonaro, é altamente improvável que a ideia siga adiante.

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