Descrição de chapéu Televisão

Linn da Quebrada substitui Laerte na televisão e estreia o talk show 'TransMissão'

Performer participa também da série 'Segunda Chamada', na Globo

 
'Bixa Travesty': Vencedor do Teddy Award de melhor documentário em Berlim, acompanha a cantora Linn da Quebrada

Linn da Quebrada em cena do documentário ‘Bixa Travesty’ Divulgação

Marina Consiglio
São Paulo

Quando o longa-metragem "Bixa Travesty" (2018) venceu no ano passado o prêmio Teddy, voltado a filmes com temática LGBT no Festival de Berlim, alguns espectadores passaram a perguntar como assistir ao programa das artistas Linn da Quebrada e Jup do Bairro.

Prevista para estrear no Brasil ainda em 2019, a produção dirigida por Claudia Priscilla e Kiko Goifman é uma espécie de documentário sobre a vida de Linn, na qual ela e Jup surgem como apresentadoras de um programa fictício de rádio.

A atração não existia —pelo menos até agora. Linn da Quebrada estreia como apresentadora no Canal Brasil na madrugada desta terça-feira (11), com o programa "TransMissão". Ao lado de Jup do Bairro, sua parceira artística, ela assume o posto da cartunista da Folha Laerte, que comandava, até então, outro talk show no canal, o "Transando com Laerte".

"Com a saída da Laerte, surgiu a ideia de fazer o programa", diz Linn. Se o formato de entrevistas lembra a atração da cartunista —que, aliás, é uma das convidadas da produção—, o cenário remete a um estúdio de som e faz conexão direta com o longa-metragem.

Mas não apenas a estética lembra "Bixa Travesty". A série, que conta com 26 episódios de 12 minutos cada um, é dirigida pela mesma dupla do filme. Os cinco primeiros capítulos trazem convidados como a cozinheira Paola Carosella e a deputada estadual Erica Malunguinho (PSOL-SP) e estão disponíveis na íntegra no Canal Brasil Play, serviço sob demanda do canal, inclusive para não assinantes.

Linn da Quebrada é a artista que surge quando a paulistana Lina Pereira, 28, sobe ao palco. Conhecida pela carreira musical, ela faz parte da cena de artistas que questionam os padrões de gênero. A diferença de Linn está no estilo musical escolhido para dar ritmo à música: o funk (ou algo entre o funk e a música eletrônica experimental).

Suas letras falam principalmente de sexo, sexualidade e corpo, com letras muitas vezes agressivas e, em grande parte das vezes, debochadas.

 

Nas apresentações, ela e Jup costumam dispensar cenários e iluminação para cantar e dançar de forma quase teatral, produzindo ecos de arte performática. São reflexos da formação de Linn, que estudou teatro, dança, balé e performance. "Mas a minha formadora é a rua", emenda.

Foi a veia performática que fez com que ela fosse convidada para participar de filmes. Além de "Bixa Travesty", também está no documentário "Meu Corpo Político" (2017). Na ficção, participa de "Corpo Elétrico" (2017) e de "Sequestro Relâmpago" (2018). Agora, vai para a TV aberta. Estreia na Globo como Natasha na série "Segunda Chamada", prevista para este ano.

"É uma das primeiras oportunidades que tenho de mergulhar em uma pesquisa que parta de algo que tenha a ver comigo, mas que não seja sobre mim", diz. "Com isso, pude perceber o que há na Natasha que se conecta comigo enquanto Lina Pereira."

Mas a estreia na televisão não fez com que ela deixasse a música. Linn acaba de voltar de uma turnê na Europa, onde foi a única artista brasileira a participar do Primavera Sound, em Barcelona. Além disso, conta que vai lançar um single nesta quarta (12), para "embalar o Dia dos Namorados das pessoas solteiras".

"É uma música sobre o amor e seus afetos colaterais. E também já é um apontamento para o que deve ser o próximo disco."


TransMissão

Estreia nesta terça (11), à meia-noite, no Canal Brasil. Também disponível no Canal Brasil Play

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