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Atriz que faz 'Dora, A Aventureira' em live-action pensou em recusar o papel

Isabela Moner tinha receio que série fosse 'corrompida apenas para ganhar dinheiro com os fãs'

Sandie Angulo Chen
Washington | The Washington Post

Quando Isabela Moner descobriu pela primeira vez que a série de animação "Dora, A Aventureira", da Nickelodeon, seria adaptada em forma de "live-action", com a personagem um pouco mais velha, ela teve suas preocupações com a ideia.

"É natural imaginar se aquilo que você ama será corrompido apenas para ganhar dinheiro com os fãs", disse Moner, 18, a estrela de "Dora e a Cidade Perdida" (que estreia em 9 de agosto). "Fiquei cética sobre o que Hollywood faria com algo que sempre foi especial para mim.

Mas não foi esse o caso, aqui, enfatiza Moner, porque o filme traz tudo que as crianças e os pais lembram sobre a série, que estreou em 2000. Isso inclui o "look" característico de Dora: franjas, a camiseta rosa-choque e o shorts laranja brilhante.

Moner, que estrelou em "De Repente uma Família", "Sicário: Dia do Soldado", "100 Coisas Pra Fazer Antes do High School" e "Transformers: O Último Cavaleiro", não é uma adolescente comum, nostálgica sobre as aventuras bilíngues da exploradora —ela esteve envolvida em "Dora e Seus Amigos: Na Cidade", uma versão de animação da série, produzida em 2014, que transformava Dora de uma menina de sete anos em uma pré-adolescente. Moner fazia a voz de uma das amigas de Dora, Kate, e assim interpretar uma versão de Dora no segundo grau parecia uma tarefa natural.

"Quando li o roteiro e percebi que era realmente inteligente, divertido e bacana para as crianças, pensei comigo mesma que a ideia ia funcionar", diz Moner, que nasceu em Cleveland, no estado americano de Ohio. "É muito tocante ver todos os personagens e animais, Boots, a mochila e as canções".

No filme, Dora vive com seus pais arqueólogos (Eva Longoria e Michael Peña) na selva sul-americana, e tem apenas a companhia de seu macaco de estimação, Boots. Quando seus pais vão ao Peru buscar uma lendária cidade inca de ouro, enviam Dora, que eles educavam em casa, para morar com o primo Diego (Jeff Wahlberg) e sua família, em Los Angeles, Califórnia.

Confiante e entusiástica, Dora é um completo peixe fora da água, ao comparecer a uma escola pública pela primeira vez. "Ela não tem nada de sarcástica, ela não tem celular, ela não tem mídia social. Está completamente por fora, o que em minha opinião é divertido e cria uma boa dinâmica", diz Moner. Por fim, Dora, Diego e dois colegas de classe terminam no Peru, onde a competência de Dora como exploradora os guia em uma perigosa missão de resgate.

Moner pode ser considerada mais competente no uso da mídia social do que Dora, mas ela na verdade tem muito em comum com a lendária personagem. Peruana pelo lado da mãe, Moner é bilíngue em inglês e espanhol (ela chegou a aprender algumas falas no idioma indígena quíchua, para o papel). Também adora cantar e dançar (começou a carreira no teatro musical), e ama animais.

Durante os quatro meses de filmagem na Austrália, que representa o Peru no filme, Moner aprendeu muito sobre a vida animal e vegetal única do país —exatamente o tipo de coisa que Dora faria. "Fiz muitas explorações, sem brincadeira. As plantas, os animais, os insetos... Eu ficava pensando, de onde isso tudo veio, como tudo isso chegou aqui... É uma loucura", ela disse. "Visitei o zoológico e um hospital de animais e vi até uma cirurgia em um coala".

Moner acredita que, quer as audiências tenham assistido a série original ou não, Dora pode ser um exemplo inclusivo e inteligente, de que as crianças e adolescentes atuais necessitam.

"No momento é bacana nem ligar. Por isso, o otimismo inabalável de Dora, sua natureza imperturbável, a força de seu caráter, seu senso contagiante de alegria - é importante que as crianças e adolescentes vejam tudo isso."

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