Nomeado para coordenação de apoio a quilombos é crítico a Zumbi dos Palmares

Nomeação de Victor Hugo Diogo Barboza para cargo da Fundação Palmares foi publicada nesta sexta-feira (14)

São Paulo

Victor Hugo Diogo Barboza foi nomeado para comandar a coordenação de articulação e apoio às comunidades remanescentes dos quilombos da Fundação Palmares.

A nomeação foi publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira (14) junto com a exoneração de Tauiny Lasmar Moura dos Santos, que estava no cargo desde julho de 2019.

Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, e Victor Hugo Diogo Barboza, nomeado para coordenação de apoio a quilombos da Fundação
Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, e Victor Hugo Diogo Barboza, nomeado para coordenação de apoio a quilombos - Reprodução/Instagram

Nas redes sociais, Barboza se apresenta como biomédico, advogado e aluno de Olavo de Carvalho.

Em nota, o Ministério do Turismo, à qual a Secretaria Especial da Cultura e, portanto, a Fundação Palmares estão vinculadas, afirma que "a nomeação é prerrogativa do presidente da instituição e o profissional nomeado é idôneo, qualificado e atende às demandas técnicas do cargo".

Numa postagem de 2018 no Facebook, Barboza criticou o fato de o Dia da Consciência Negra ser uma homenagem a Zumbi dos Palmares. "Nosso Dia da Consciência Negra é dedicado ao Zumbi dos Palmares, um negro que escravizou os negros em seu quilombo. Está na hora de o Brasil resgatar sua verdadeira história e conhecer seus verdadeiros heróis, atribuindo a eles seus feriados patrióticos", escreveu.

O novo coordenador também escreveu nas redes sociais que "Saci Pererê, mula sem cabeça e genocídio da mulher negra não existem" e que a violência no Brasil "mata homem, mulher, heterossexual, homossexual, criança sem fazer diferenciação".

Em outra postagem em que se diz orgulhoso de ser aluno de Olavo de Carvalho e o compara a filósofos como Sócrates e Platão, ele escreve que a "filosofia é o amor ao conhecimento e à busca da verdade, já o bacharelado em filosofia no modelo da USP é veneração e adoração ao marxismo e suas derivações".

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