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Museu Judaico tem festival literário com Kucinski, Cida Bento e Michel Gherman

Segunda edição do evento tem participações internacionais como o comediante David Baddiel, que abre a programação nesta quinta

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São Paulo

O Festival Literário do Museu Judaico, em São Paulo, chega a sua segunda edição a partir desta quinta-feira, 30, e segue até domingo, dia 3, com uma programação robusta dividida em 12 mesas.

bernardo kucinski
O escritor Bernardo Kucinski, um dos convidados do Flimuj em 2023 - Fabio Braga/Folhapress

Inaugurado em 2022, o Flimuj discutirá neste ano temas como identidade coletiva, pertencimento comunitário e o direito à lembrança e ao esquecimento, tanto a partir de olhares judaicos como não judaicos, aproximando a conversa a outras perspectivas racializadas.

Inextricável do debate geopolítico, a discussão sobre judaísmo se manteve quente no noticiário desde o início da guerra envolvendo Israel e Hamas, mas o desenho do festival foi fechado antes que estourasse e não reage diretamente a ela, se dedicando a aspectos a princípio mais íntimos.

O evento gratuito com curadoria de Rita Palmeira e Daniel Douek terá cinco participações internacionais de peso entre seus 30 autores convidados —uma delas já na abertura, nesta quinta, quando o comediante David Baddiel, autor de "Judeus Não Contam", discute com Giselle Beiguelman a relação da militância progressista com o antissemitismo.

Compõem ainda a programação o americano Lewis Gordon, autor de "Medo da Consciência Negra", que articula as discriminações a negros e judeus; a francesa Colombe Schneck, que estava na Flip na semana passada lançando seu "Dezessete Anos"; o israelense Iddo Gefen, que produziu uma pesquisa coletando sonhos de cidadãos de Palestina e Israel; e a alemã Lena Gorelik, autora de um romance autobiográfico que reflete sobre a identidade alemã hoje.

O time de autores brasileiros também traz nomes célebres como Bernardo Kucinski, Bianca Santana, Michel Gherman, Christian Dunker, Michel Laub, Betina Anton, Vera Iaconelli e Cida Bento, as duas últimas colunistas da Folha.

O evento se encerra no domingo com uma apresentação de contornos musicais, em que as artistas Assucena e Fortuna articulam gênero e ancestralidade por meio de canções.

Veja abaixo a programação completa do Flimuj 2023.

Mesa 1 | 30/11, quinta-feira, às 19h
Quem se lembra dos judeus?

Com David Baddiel
mediação de Giselle Beiguelman

Mesa 2 | 1º/12, sexta-feira, 16h
Judeu é branco?

Com Cida Bento e Michel Gherman
mediação de Thais Bilenky

Mesa 3 | 1º/12, sexta-feira, às 18h
Bom, agora a gente pode começar?

Com Cíntia Moscovich e Jacques Fux
mediação de Rita Palmeira

Mesa 4 | 1º/12, sexta-feira, às 20h
Tal mãe, tal família?

Com Micheline Alves e Vera Iaconelli
mediação de Marilia Neustein

Mesa 5 | 2/12, sábado, às 11h
Você acha que alguém como você pode escrever sobre a Shoá?

Com Colombe Schneck e Michel Laub
mediação de Adriana Ferreira Silva

Mesa 6 | 2/12, sábado, às 14h
Quando foi que me descobri?

Com Bianca Santana, Clarice Niskier e Márcia Mura
mediação de Fernanda Diamant

Mesa 7 | 2/12, sábado, às 16h
A Baviera é aqui?

Com Betina Anton e Marcos Guterman
mediação de José Orenstein

Mesa 8 | 2/12, sábado, às 18h
Pode alguém escapar sozinho?

Com Lewis R. Gordon
mediação de Mylene Mizrahi

Mesa 9 | 3/12, domingo, às 11h
Quem é que pode deslembrar?

Com Bernardo Kucinski e Flavia Castro
mediação de Paulo Werneck

Mesa 10 | 3/12, domingo, às 14h
Para onde foi a minha casa?

Com Lena Gorelik e Prisca Agustoni
mediação de Sofia Mariutti

Mesa 11 | 3/12, domingo, às 16h
Ainda dá para sonhar?

Com Christian Dunker e Iddo Gefen
mediação de Ilana Feldman

Mesa 12 | 3/12, domingo,às 18h
Se eu cantar, vocês escutam?

Com Assucena e Fortuna
mediação de Marília Neustein

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